Por Esmael Morais

Com demissão de comandante, Richa culpa policiais militares pelo massacre dos professores no Paraná

Publicado em 08/05/2015

Clima de revolta geral na PM do Paraná

A saída do Comandante-Geral da PM, Coronel Kogut, abre ainda mais o fosso na maior crise na segurança pública, em todos os tempos, no Paraná.

Pela primeira vez na história, governador e secretário de segurança serão réus em “juri simulado” promovido por alunos e professores da Faculdade de Direito da UFPR, como informou o Blog do Esmael.

Também divulgado ontem pelo Blog do Esmael, 16 dos 19 coronéis da ativa assinaram uma Carta que mais foi um petardo no peito do Secretário Francischini, o Batman.

Não aceitam o que eles consideram uma covardia de Francischini, nem aceitam que o Coronel Kogut seja imolado em praça pública. Lembram da lealdade de Kogut ao governador e de seu histórico sem máculas na PM, onde foi Corregedor e Comandante em Londrina, antes de assumir o Comando-Geral.

O clima no oficialato, nos quartéis e nas entidades que representam os PMs é de revolta geral.

O Chefe da Casa Militar, Adilson Castilho, tem mantido Beto Richa informado do quadro. Preocupante, segundo ele.

Castilho, aliás, é visto como uma boa alternativa para substituir Francischini, se este pedir pra sair.

Outros nomes são o do Delegado Federal José Iegas, do Coronel Sergio Malucelli e do Sargento Fahur.

No Palácio Iguaçu já se aventou até o nome do Procurador Sergio Botto de Lacerda.

Um coronel de alto coturno assim definiu o quadro: se é verdade que o Francischini ficou no cargo por ter falado grosso com o Governador, então agora eles vão conhecer o brio da PM. Tem muita coisa embaixo do tapete e arquivada que virá a tona, concluiu o coronel.

O Palácio teme que em em manifestações públicas, como as que ocorreram em estádios de futebol, o grito “Fora Beto Richa” seja intercalado com “Fora Francischini”.

Já o time que defende a permanência de Francischini se pela de medo que a APP ponha a saída do Secretário de Segurança na mesa de negociação para o retorno às aulas.

Tá feia a coisa. A crise ainda tá no começo da escalada.