Com demissão de comandante, Richa culpa policiais militares pelo massacre dos professores no Paraná

Publicado em 8 maio, 2015
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richa_massacre_pm_francischiniGarganta Profunda de Londrina é o codinome de uma fonte do Blog do Esmael dentro do Palácio Iguaçu. O dito cujo tem informações privilegiadas porque frequenta a antessala do governador Beto Richa (PSDB). Acompanha diuturnamente os passos do tucano.

Nesses tempos de pitbull, o informante relata abaixo — com exclusividade — as tensões vividas dentro do Palácio Iguaçu em decorrência do massacre dos professores no último dia 29 de abril. A repercussão internacional da violência policial está dificultando o estancamento da crise.

O Palácio Iguaçu confirmou ontem (7) a informação dada pelo Blog do Esmael na segunda-feira, dia 4, de que o coronel César Kogut havia sido defenestrado do comando-geral da PM. A saída dele equivale ao governador Beto Richa culpar os policiais pelo massacre do Centro Cívico, avalia Garganta Profunda de Londrina.

O informante ainda conta que preocupa os palacianos o “júri simulado” que ocorrerá hoje (8), na UFPR, do governador e do secretário. O Blog do Esmael vai transmitir ao vivo o julgamento a partir das 18h30.

A seguir, leia a íntegra do relatório do Garganta Profunda de Londrina:

Clima de revolta geral na PM do Paraná

A saída do Comandante-Geral da PM, Coronel Kogut, abre ainda mais o fosso na maior crise na segurança pública, em todos os tempos, no Paraná.

Pela primeira vez na história, governador e secretário de segurança serão réus em “juri simulado” promovido por alunos e professores da Faculdade de Direito da UFPR, como informou o Blog do Esmael.

Também divulgado ontem pelo Blog do Esmael, 16 dos 19 coronéis da ativa assinaram uma Carta que mais foi um petardo no peito do Secretário Francischini, o Batman.

Não aceitam o que eles consideram uma covardia de Francischini, nem aceitam que o Coronel Kogut seja imolado em praça pública. Lembram da lealdade de Kogut ao governador e de seu histórico sem máculas na PM, onde foi Corregedor e Comandante em Londrina, antes de assumir o Comando-Geral.

O clima no oficialato, nos quartéis e nas entidades que representam os PMs é de revolta geral.

O Chefe da Casa Militar, Adilson Castilho, tem mantido Beto Richa informado do quadro. Preocupante, segundo ele.

Castilho, aliás, é visto como uma boa alternativa para substituir Francischini, se este pedir pra sair.

Outros nomes são o do Delegado Federal José Iegas, do Coronel Sergio Malucelli e do Sargento Fahur.

No Palácio Iguaçu já se aventou até o nome do Procurador Sergio Botto de Lacerda.

Um coronel de alto coturno assim definiu o quadro: se é verdade que o Francischini ficou no cargo por ter falado grosso com o Governador, então agora eles vão conhecer o brio da PM. Tem muita coisa embaixo do tapete e arquivada que virá a tona, concluiu o coronel.

O Palácio teme que em em manifestações públicas, como as que ocorreram em estádios de futebol, o grito “Fora Beto Richa” seja intercalado com “Fora Francischini”.

Já o time que defende a permanência de Francischini se pela de medo que a APP ponha a saída do Secretário de Segurança na mesa de negociação para o retorno às aulas.

Tá feia a coisa. A crise ainda tá no começo da escalada.

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