Dilma põe ajuste fiscal na conta dos trabalhadores; haverá reação dos sindicatos ou está tudo dominado?

A então candidata à  reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, desfilou em carro aberto ao lado do senador Roberto Requião (PMDB-PR), durante o segundo turno, nas ruas centrais de Curitiba. Foto: Geraldo Bubniak / AGB.

A então candidata à  reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, desfilou em carro aberto ao lado do senador Roberto Requião (PMDB-PR), durante o segundo turno, nas ruas centrais de Curitiba. Foto: Geraldo Bubniak / AGB.

A presidenta Dilma Rousseff (PT), contrariando seu discurso na campanha pela reeleição, anunciou ontem (29) medidas de ajuste fiscal que sacrificam benefícios sociais dos trabalhadores brasileiros.

Sob o pretexto de economizar R$ 18 bilhões — ou 03,% do Produto Interno Bruto (PIB) — a mandatária pôs a ‘crise de caixa’ na conta de programas sociais, que ela dizia não mexer “nem que vaca tussa”.

O senador Roberto Requião (PMDB), que coordenou no Paraná a campanha da petista no segundo turno, não economizou críticas e ironias a Dilma: “Nem que a vaca tussa?”, tuitou, como se dissesse “fui enganado”.

Orientado pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, preposto de banqueiros e do mercado financeiro, o governo Dilma vai dificultar acesso ao pagamento de seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte, auxílio doença e seguro defeso (pago a pescador artesanal).

Em menor grau, as restrições também atingem o financiamento estudantil que passa a exigir média de 450 pontos no Enem e veto a uso simultâneo do Fies e ProUni.

O cerne da questão é: haverá reação por parte das centrais sindicais como CUT, UGT, CTB e Força Sindical ou os líderes laborais já foram abduzidos! pelo sistema governamental, através de participação em conselhos nas estatais e outras prebendas oficiais?

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