Nas vésperas da greve, novo secretário sugere volta da política do cafezinho! com a APP-Sindicato

Publicado em 15 abril, 2014
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Paulo Schmidt, novo secretário da Educação do Paraná, em última cartada, tenta convencer diretoria da APP-Sindicato voltar à  "política do cafezinho"; professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública estadual aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 23 de abril; ao mesmo tempo em que chama os educadores à  mesa, governo Richa tenta desmobilizar movimento grevista plantando servidores comissionados, que se fazem passar por professores, para segurar faixas elogiosas a si mesmo.
Paulo Schmidt, novo secretário da Educação do Paraná, em última cartada, tenta convencer diretoria da APP-Sindicato voltar à  “política do cafezinho”; professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública estadual aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 23 de abril; ao mesmo tempo em que chama os educadores à  mesa, governo Richa tenta desmobilizar movimento grevista plantando servidores comissionados, que se fazem passar por professores, para segurar faixas elogiosas a si mesmo.
Novo secretário sugere volta da política do cafezinho! com a APP-Sindicato
O repórter Jônatas Dias Lima, da Gazeta do Povo, nesta terça (15), conta que o novo secretário da Educação do Paraná, Paulo Schmidt, em um último esforço para evitar a greve de educadores, a partir do dia 23 de abril, vai chamar a diretoria da APP-Sindicato para mais um “cafezinho” — política que prevaleceu na gestão do ex-titular da pasta, vice-governador Flávio Arns (PSDB).

Os educadores paranaenses aprovaram greve por tempo indeterminado em assembleia realizada no dia 29 de março, em Curitiba.

Na entrevista, Schmidt jura que o governo Beto Richa já cumpre a hora-atividade nas escolas do Paraná. Os professores diz que o tucano desrespeita a Lei Nacional do Piso, que prevê 33% do tempo para o preparo das aulas.

O secretário afirma que o governo do estado já paga 40% de hora-atividade e que a atual gestão concedeu 50% de reajuste à  categoria. Entretanto, há controvérsias, pois o magistério paranaense entende que não se trata de aumento nos salários, mas sim reposições e direitos garantidos pela Lei.

Os mestres também contestam a contabilidade acerca da hora-atividade, cujo cálculo é feito pela educação se dá por hora-relógio!. A reivindicação nas escolas é pelo cálculo hora-aula! para se chegar aos 33%.

Nesta quarta (16), à s 11 horas, em frente ao Terminal do Cachoeira, no município de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, educadores prometem fazer um protesto pela hora-atividade.

Paralelamente à  tentativa de retomar a “política do cafezinho” com a direção da APP-Sindicato, o governo Richa, desconfiado, tenta minar o movimento grevista. Na última sexta (11), em Cascavel, durante visita do tucano, funcionários comissionados do governo, que fingiam ser professores, seguravam faixas elogiando Richa. A farsa foi revelada nas redes sociais (clique aqui).

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