27 de Abril de 2014
por esmael
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Governo Richa quer “política do cafezinho”. APP-Sindicato rejeita

O novo secretário de Estado da Educação, Paulo Schmidt, no portal da SEED, propõe que a APP-Sindicato e o governo Beto Richa (PSDB) perpetuem a “política do cafezinho”.

Em tom nostálgico, Schmidt diz que em três anos, Governo do Estado e Sindicato dos Professores fizeram cerca de 50 reuniões para construir uma agenda de avanços para a categoria e para a educação pública do Paraná.

O problema é que a APP-Sindicato, aparentemente, rejeita a “política do cafezinho”. Sabe que, no marco desse governo do PSDB ou se avança agora ou nunca. Pois, por força da legislação eleitoral, somente em maio é possível corrigir distorções salariais e reaver direitos sonegados aos educadores.

Amanhã, segunda-feira, dia 28 de abril, não haverá aulas nas 2,1 mil escolas da rede pública do estado. A APP-Sindicato espera adesão perto de 100% da categoria.

Na terça-feira, dia 29 de abril, em Curitiba, professores e funcionários das escolas realizarão uma marcha da Praça Santos Andrade até o Palácio Iguaçu, onde centenas de grevistas estão acampados há cinco dias.

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A categoria não gostou da proposta do governo Richa, que prevê pagamento em dinheiro para hora-atividade e parcelamento de outras reivindicações a “la Casas Bahia” — a perder de vista.

Veja as principais proposta do governo para encerrar a greve:

1) Hora-atividade – Pagamento em dinheiro da diferença de 0,67 de hora de trabalho a partir de agosto de 2014 e implementação na jornada no início do ano letivo de 2015.

2) Auxílio-transporte – Suspensão do corte imposto aos educadores em licença médica.

3) Pagamento das promoções e progressões para professores e funcionários !“ Parcelamento do pagamento em dez vezes, a partir da folha de maio.

4) Funcionários !“ Aumento do valor do auxílio-transporte dos funcionários do QFEB. Será acrescido de um valor, de aproximadamente R$ 88,00, para alcançar o valor do auxílio-transporte do um cargo de professor de 20 horas.

5) Funcionários !“ Encaminhamento, junto com a Lei da Data-base, da garantia de que nenhum(a) funcionário(a) público(a) tenha o salário-base inferior ao valor do Salário Mínimo Regional. Além disso, o governo assegurou o pagamento da data-base, em maio, em parcela única.

Os profissionais da educação estão acampados em frente ao Palácio Iguaçu por tempo indeterminado.

Acerca da greve

O magistério deflagrou a greve no dia 23 de abril porque o governo Beto Richa (PSDB) não cumpriu a palavra dada em negociações (a e

16 de Abril de 2014
por esmael
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Em Curitiba, estudantes fazem protesto de apoio à  greve de professores

Entidades ligadas ao movimento estudantil realizaram na manhã desta hoje (16), em Curitiba, uma mobilização em apoio à  greve de educadores a partir da quarta-feira que vem, dia 23 de abril.

O grupo permaneceu por horas em frente ao Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do estado, onde houve panfletagem para explicar à  população os motivos da greve.

Ainda nesta tarde, os manifestantes protocolam documento para o governador Beto Richa (PSDB) pedindo que cumpra os compromissos com os educadores. Dentre vários itens na pauta de reivindicação, o magistério paranaense exige o respeito à  Lei do Piso, que prevê 33% de hora-atividade, e o pagamento de R$ 100 milhões referente a progressões e avanços atrasados.

Do outro lado do balcão, o novo secretário de Estado da Educação, Paulo Schmidt, se esforça para arrastar a direção da APP-Sindicato à  continuidade da “política do cafezinho”, que os sindicalistas mantinham com o ex-secretário e vice-governador Flávio Arns (PSDB).

15 de Abril de 2014
por esmael
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Nas vésperas da greve, novo secretário sugere volta da política do cafezinho! com a APP-Sindicato

Novo secretário sugere volta da política do cafezinho! com a APP-Sindicato
O repórter Jônatas Dias Lima, da Gazeta do Povo, nesta terça (15), conta que o novo secretário da Educação do Paraná, Paulo Schmidt, em um último esforço para evitar a greve de educadores, a partir do dia 23 de abril, vai chamar a diretoria da APP-Sindicato para mais um “cafezinho” — política que prevaleceu na gestão do ex-titular da pasta, vice-governador Flávio Arns (PSDB).

Os educadores paranaenses aprovaram greve por tempo indeterminado em assembleia realizada no dia 29 de março, em Curitiba.

Na entrevista, Schmidt jura que o governo Beto Richa já cumpre a hora-atividade nas escolas do Paraná. Os professores diz que o tucano desrespeita a Lei Nacional do Piso, que prevê 33% do tempo para o preparo das aulas.

O secretário afirma que o governo do estado já paga 40% de hora-atividade e que a atual gestão concedeu 50% de reajuste à  categoria. Entretanto, há controvérsias, pois o magistério paranaense entende que não se trata de aumento nos salários, mas sim reposições e direitos garantidos pela Lei.

Os mestres também contestam a contabilidade acerca da hora-atividade, cujo cálculo é feito pela educação se dá por hora-relógio!. A reivindicação nas escolas é pelo cálculo hora-aula! para se chegar aos 33%.

Nesta quarta (16), à s 11 horas, em frente ao Terminal do Cachoeira, no município de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, educadores prometem fazer um protesto pela hora-atividade.

Paralelamente à  tentativa de retomar a “política do cafezinho” com a direção da APP-Sindicato, o governo Richa, desconfiado, tenta minar o movimento grevista. Na última sexta (11), em Cascavel, durante visita do tucano, funcionários comissionados do governo, que fingiam ser professores, seguravam faixas elogiando Richa. A farsa foi revelada nas redes sociais (clique aqui).