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Espanha vence Argentina e Trump fecha Copa sob vaias

A Espanha derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação neste domingo, 19 de julho, conquistou seu segundo título mundial e encerrou a Copa de 2026 com Donald Trump no palco da premiação, depois de o presidente dos Estados Unidos ser recebido por vaias no estádio de Nova Jersey.

Ferran Torres, que havia entrado no segundo tempo, marcou o gol do título aos 106 minutos. O atacante aproveitou uma bola viva dentro da área e bateu de esquerda, sob o travessão, sem chance para o goleiro Emiliano Martínez.

A Argentina disputava a prorrogação com dez jogadores. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo nos acréscimos do tempo regulamentar, após falta sobre Pau Cubarsí, e foi expulso pelo árbitro Slavko Vincic.

A superioridade espanhola apareceu nos números. A seleção comandada por Luis de la Fuente terminou os 90 minutos com 15 finalizações e nove escanteios. A Argentina não registrou um único chute no tempo regulamentar, mas resistiu graças às defesas de Emiliano Martínez.

O título repete a conquista espanhola de 2010, na África do Sul. A Espanha também se tornou o primeiro país a deter simultaneamente as Copas do Mundo masculina e feminina.

A decisão foi a 104ª e última partida do primeiro Mundial disputado por 48 seleções. A competição organizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá terminou com 308 gols, o maior total registrado em uma edição.

A presença de Trump deslocou parte da atenção do campo para a tribuna e para a cerimônia. O presidente apareceu nos telões ao final do hino dos Estados Unidos e recebeu vaias de setores das arquibancadas. O Guardian descreveu a reação como dispersa, enquanto a Associated Press confirmou os protestos sonoros dentro do estádio.

Trump participou da premiação ao lado do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino. A participação havia sido acertada previamente: Infantino declarou que os dois entregariam juntos o troféu à seleção vencedora.

A cena completou o uso político da maior vitrine esportiva do planeta. Trump chegou ao estádio no helicóptero presidencial, acompanhou a partida de um camarote com autoridades estrangeiras e ocupou espaço na entrega da taça, apesar da reação negativa de parte do público.

O espetáculo ocorreu enquanto as forças dos Estados Unidos realizavam a oitava noite consecutiva de ataques contra o Irã. A nova ofensiva foi anunciada como resposta às mortes de militares americanos e atingiu instalações militares, sistemas de defesa, depósitos de mísseis e estruturas costeiras.

A agência nuclear iraniana afirmou que um dos ataques alcançou o canteiro de uma usina nuclear planejada no sudoeste do país. A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) informou que não havia material nuclear no local durante sua última inspeção e pediu contenção diante do risco de ampliação da guerra.

Dentro do estádio, a Fifa apresentou cerimônias musicais, celebridades e o primeiro espetáculo de intervalo de uma final de Copa do Mundo, responsável por estender a pausa para 27 minutos. Fora da arena, o governo representado no palco aprofundava uma guerra com impacto sobre vidas, circulação de petróleo e segurança no Golfo.

A Espanha saiu de Nova Jersey com a taça e confirmou uma nova geração campeã. Trump encerrou o Mundial com o espaço institucional oferecido pela Fifa, mas também com as vaias que acompanharam sua aparição diante do público.

Acompanhe no Blog do Esmael as consequências políticas da Copa do Mundo, da guerra no Irã e das decisões do governo dos Estados Unidos.

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