Nesta semana, uma denúncia grave envolvendo a Companhia Paranaense de Energia (Copel) veio à tona, trazendo à luz supostas irregularidades na gestão e em obras da estatal.
O Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (SENGE-PR) encaminhou ao presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), Fernando Guimarães, uma denúncia contendo documentos que apontam conflitos de interesses, contratações sem licitação, superfaturamento de obras e outras práticas que levantam questionamentos sobre o processo de privatização da empresa.
De acordo com a denúncia, a gestão da Copel estaria sendo conduzida de forma irregular, com gestores supostamente tomando decisões parciais.
A acusação envolve ainda altos valores sendo pagos em contratações sem licitação, bem como o superfaturamento de obras em projetos como o Paraná Trifásico.
Além disso, há alegações de conflitos de interesses, envolvendo altos executivos da companhia e suas relações com outras empresas ligadas ao setor energético.
Um dos focos da denúncia recai sobre o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, cuja esposa supostamente estaria envolvida em uma empresa suspeita de fraudes em licitações no estado de Santa Catarina.
Ainda, outros diretores da empresa são mencionados na denúncia por possuírem ações da Copel, o que levanta questionamentos sobre conflitos de interesses e acesso a informações privilegiadas.
A denúncia também aborda a venda da Copel Telecom, que havia sido prometida para investir no “core business” da empresa, mas cujos recursos da venda foram distribuídos aos acionistas, gerando polêmica e críticas quanto à condução do processo.
Os deputados da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná também se manifestaram, alertando o Tribunal de Contas do Estado sobre as irregularidades na privatização da Copel.
Eles solicitaram a atenção do TCE-PR para fiscalizar o processo e proteger o patrimônio público do estado.
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná informou que vai fiscalizar o processo de privatização da Copel, embora o procedimento de desestatização não exija autorização específica dessa Corte.
Uma comissão especial foi criada pelo presidente do TCE-PR, com o objetivo de acompanhar todas as etapas do processo de privatização.
Também é importante destacar que o Tribunal de Contas da União (TCU) precisa aprovar o valor que a Copel pagará pela outorga de usinas hidrelétricas, sendo que a votação foi prorrogada por 30 dias.
Na quinta-feira (27/7), o Ministério Público do Tribunal de Contas (MPTU) pediu a suspensão do processo de privatização da Copel alegando que prosseguir com a venda sem a devida autorização do TCU seria uma ação ilegal e poderia aumentar o risco de investimento no Brasil.
Em meio a todas essas acusações, o processo de privatização da Copel ganha contornos de complexidade e incerteza, gerando preocupações sobre a lisura do processo e o destino da estatal de energia mais importante do Paraná.
Aguarda-se a análise das autoridades responsáveis sobre as alegações trazidas pela denúncia, para que seja possível esclarecer e apurar os fatos, buscando garantir a transparência e a lisura nas ações da empresa estatal de energia e no processo de sua privatização.
Portanto, siga ligado no Blog do Esmael para acompanhar o desenvolvimento dessa denúncia formula pelo SENGE-PR.
[Clique aqui para ler a íntegra da denúncia dos trabalhadores da Copel.]
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



