A Companhia Paranaense de Energia (Copel) promete lançar nesta quarta-feira (26/7) sua oferta de ações subsequentes e transformar a estatal mais eficente e lucrativa do país em “corporação”, isto é, empresa com controlador indefinido, a exemplo da Eletrobras.
A venda dos ativos da energética é um erro estratégico que o Paraná está cometendo, que pode impactar o desenvolvimento do estado, sua industrialização e a geração de emprego futuros.
A oposição à privatização nada tem a ver com ideologia, mas tudo a ver com tarifas mais caras e serviços precarizados – se realmente a Copel for vendida hoje.
O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa das Empresas Públicas, se manifestou pelo Twitter diante do comunicado de privatização.
“Em defesa do povo do Paraná e da soberania nacional, em nome do PT do Paraná, rejeito a venda da Copel. Não permitiremos que interesses privados se sobreponham ao bem-estar coletivo. Seguimos mobilizando a população em defesa da empresa pública e do setor elétrico nacional”, disse.
O parlamentar ainda afirmou que privatizar a Copel é colocar em risco todo o sistema energético brasileiro, se submentendo ao monópolio privado e ao mercado.
“Privatizar a Copel é um salto no escuro!”, avisou Chiorato, que promete cobrar a responsabilização e condenação contra quem está entregando o Patrimônio e a Soberania Energética do Paraná.
“O jogo só termina quando o juiz apita o final”, asseverou ao anunciar resistência e luta para que esse ativo de todos os paranaenses continue nas mãos do Estado.
“Iremos às últimas consequências para garantir como propriedade do povo e assegurar as tarifas mais baixas do País”, declarou.
Dito isso, o Fórum Popular em Defesa da Copel organiza manifestações contra essa privatização na sexta-feira, dia 28 de julho, às 11h, em frente de cada regional da companhia de energia.
Em Curitiba, esse movimento será realizado no km 3 também às 11h.
No dia 1º de agosto próximo, o movimento antiprivatização mostrará mais força ainda com nova manifestação.
A concentração do protesto na semana que vem será na Praça do Homem e da Mulher Nus, na Praça 19 de Dezembro, em frente ao Shopping Mueller.
O movimento em defesa da Copel Pública marchará até a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), no Centro Cívico, para denunciar o caráter dessa privatização.
Na noite desta terça-feira (25/7), o engenheiro eletricista Leandro Grassmann, presidente do SENGE (Sindicato dos Engenheiros do Paraná), falou ao Podcast do Esmael sobre as ações e manifestações contrárias à privatização da Copel.
Assista o vídeo:
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



