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Economistas divulgam manifesto contra a privatização da Copel e pedem paralisação do processo

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Economistas paranaenses expressaram seu desacordo em relação ao processo de privatização da Copel, a maior empresa do estado do Paraná, e solicitaram a paralisação do processo, bem como a realização de debates com a sociedade.

Eles argumentam que a privatização de empresas estratégicas não é uma solução adequada e que a gestão da Copel tem sido eficiente, com lucros crescentes nos últimos anos.

Além disso, ressaltam os possíveis impactos negativos da privatização nos consumidores, nos trabalhadores da empresa e nas finanças públicas do estado.

Os economistas lançaram um manifesto em nome da Associação Brasileira dos Economistas pela Democracia (ABED-PR), seção Paraná, contrário à venda da estatal de energia mais eficente e mais lucrativa do País.

Falta de debates com a sociedade

Os economistas destacam a falta de transparência e de debates públicos sobre a privatização da Copel.

O projeto de lei foi encaminhado às pressas para a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, sem permitir tempo suficiente para análise aprofundada por parte dos parlamentares e sem a realização de audiências públicas para ouvir a opinião da população.

Eles ressaltam a importância de envolver a sociedade nas decisões sobre uma empresa estratégica como a Copel.

Privatização e a Usina Hidrelétrica de Foz do Areia

Um dos argumentos apresentados pelo governo para justificar a privatização da Copel é a necessidade de manter o controle da Usina Hidrelétrica de Foz do Areia.

No entanto, os economistas apontam que é possível para a Copel estabelecer parcerias com empresas privadas para manter a usina, sem a necessidade de privatizar toda a empresa.

Eles questionam se vale a pena privatizar um grupo econômico estratégico, que engloba não apenas a geração de energia, mas também a transmissão e distribuição, para manter um ativo que representa menos de 7% da receita da companhia.

Motivações da privatização

Os economistas levantam dúvidas sobre as motivações do governo para privatizar uma empresa lucrativa e altamente rentável.

Eles destacam que o lucro líquido da Copel cresceu significativamente nos últimos anos, enquanto os investimentos da empresa foram reduzidos.

Além disso, ressaltam que uma parte expressiva dos recursos obtidos com a venda da Copel Telecom foi destinada à distribuição de dividendos aos acionistas, em vez de ser investida na ampliação dos negócios da Copel.

Eles questionam por que o governo não utiliza recursos próprios, como o excedente de caixa, para realizar investimentos, em vez de depender da privatização de ativos estratégicos.

Impactos da privatização na gestão da empresa

Outro ponto levantado pelos economistas é o impacto da privatização na gestão da Copel.

Com a redução da participação acionária do Estado, o governo perderá espaço na gestão da empresa, com menos representantes nos conselhos e na diretoria.

Isso diminuirá seu poder de influência nas decisões importantes para o futuro da companhia e para os consumidores, como definição de tarifas, novos investimentos e qualidade dos serviços.

Além disso, limitará a utilização da empresa em políticas públicas do estado, prejudicando principalmente a população mais necessitada.

Quem paga a conta da privatização?

Os economistas apontam que os consumidores e os trabalhadores da Copel podem ser os principais prejudicados com a privatização.

Eles citam exemplos do passado, em que a privatização do setor elétrico levou a aumentos significativos nas tarifas de energia e à precarização das condições de trabalho.

Além disso, destacam que a venda de ativos estratégicos pode ter impactos temporários nas finanças públicas do estado, mas não resolve os problemas estruturais de falta de investimentos e de gestão adequada dos recursos.

Mais povo, menos mercado

Diante dos argumentos apresentados pelos economistas paranaenses, fica evidente a preocupação com os possíveis impactos negativos da privatização da Copel.

Eles defendem a paralisação do processo de privatização e a realização de debates públicos para que a sociedade possa participar das decisões sobre o futuro da empresa.

Além disso, ressaltam a importância de buscar alternativas para manter o controle da Usina Hidrelétrica de Foz do Areia sem privatizar toda a empresa.

Os economistas argumentam que a privatização da Copel está na contramão das tendências globais e pode trazer prejuízos tanto para os consumidores quanto para os trabalhadores.

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