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Privatização da Copel sobe no telhado: Especuladores temem, paranaenses comemoram

O processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) corre o risco de não se concretizar, conforme indicado por fontes do mercado financeiro. Essa notícia tem gerado preocupação entre os especuladores, enquanto os paranaenses que defendem a permanência da empresa como estatal comemoram a possibilidade de continuidade.

Um importante acionista da Copel, o BNDES Participações S.A. (BNDESPar), solicitou a retirada de itens da pauta da Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Esses itens se referem à conversão de ações preferenciais em ordinárias e à migração para o segmento especial de listagem da B3, o Novo Mercado.

A Copel esclareceu que a exclusão desses temas não afetará as demais deliberações da AGE, e a decisão final sobre a retirada será tomada durante a assembleia.

“Essa solicitação é uma importante iniciativa a pedido dos deputados estaduais da Frente das Estatais e Empresas Públicas e dos deputados federais do PT ao BNDES, uma vez que solicitamos na semana passada, inclusive, ao BNDES voto contrário à privatização da Copel na Assembleia da Geral desta segunda”, disse o deputado estadual Arilson Chiorato (PT), coordenador da Frente das Estatais e Empresas Públicas.

O parlamentar afirmou que os integrantes da Frente estão confiantes que o BNDES se manifeste contrário às alterações estatutárias que permitem transformar a elétrica em companhia de capital disperso, sem acionista controlador, uma vez que perderá poder de voto, pois nenhum acionista poderá exercer votos em número superior a 10% da quantidade total de votos conferidos pelas ações com direito a voto em cada deliberação da Assembleia Geral.

“Esperamos que o governador Ratinho Jr. (PSD) preserve o interesse público e atenda a exigência do BNDES, evitando conflito desnecessário e prejuízo ao Paraná e cancele esta assembleia. As medidas sugeridas pelo BNDES demonstram a temeridade do processo levado a cabo pelo governador”, reivindicou Arilson.

Além disso, a privatização está sujeita à análise do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e depende de aprovações societárias, bem como das condições macroeconômicas e de mercado.

A AGE, agendada para o dia 10 de julho, às 14h30, discutirá a autorização para a realização da oferta pública de distribuição primária de ações.

Os desdobramentos recentes têm gerado incertezas quanto à concretização da privatização da Copel. Enquanto especuladores lamentam a possibilidade de interrupção do processo, os paranaenses que defendem a manutenção da empresa como uma instituição pública de energia elétrica comemoram a perspectiva de continuidade.

É importante ressaltar que a Copel já havia engajado um sindicato de instituições financeiras, incluindo BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, Morgan Stanley e UBS Brasil, para estruturar a oferta de privatização. Contudo, os acontecimentos recentes indicam um possível entrave no processo.

A privatização da Copel é um tema de grande relevância para o setor energético e político do Paraná. A decisão final será conhecida após a realização da AGE, na qual serão discutidas as questões relacionadas à retirada dos itens da pauta e à autorização da oferta de privatização.

É fundamental acompanhar atualizações subsequentes por meio do Blog do Esmael para obter informações mais detalhadas sobre o desenrolar dessa situação.

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