4 de setembro de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Requião Filho: “Kinder Ovo” faz mal à  Segurança e à  Polícia

Requião Filho*

Acerca de surpresas! comuns na Administração Pública uma merece algum tempo de reflexão. Não tanto pela polêmica causada, mas pelo anacronismo escondido nas entrelinhas do pensamento manifestado, em descompasso com a modernidade que se espera do agente público moderno.

Certa feita escutou-se de um Chefe de Estado que uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior que possua uma patente mais elevada. Para um cidadão mais desatento, tal frase parecerá tirada de algum discurso provincial do século 19. Mas, pasme, essa afirmação estapafúrdia não data de período remoto, sendo deveras contemporânea.

Tema mais do que debatido e hoje pacificado entre todas as correntes de pensamento, da mais aguerrida esquerda à  incompreensível direita radical, é a certeza de que a educação é o pilar e o caminho para o progresso de nosso país e o bem estar de nossa gente.

Embora todo discurso político levante a bandeira da educação, de fato, não são muitos que por ela batalham. Assim, como não é possível a quem quer que seja se socorrer de um marqueteiro durante as 24 horas do dia, há vezes em que se deixam escapar raros espasmos de sinceridade, momento em que se revela o que a pessoa realmente almeja, como um vezo de pensamento retrógrado e que tristemente ainda persiste em parte de nossa casta política que insiste na dominação pela ignorância. Isto revela seu verdadeiro caráter, que não combina com o discurso do diálogo e respeito. A tentativa de domínio dos grupos pela ausência de condições de acesso à  educação é a máscara que tenta esconder a falta de liderança natural e de competência administrativa.

Estilo medieval de dominação de massas, a manutenção da ignorância como ferramenta de poder tem de ser extirpada do pensamento do administrador público moderno. Qualquer Estado que deseje crescer econômica e culturalmente, de maneira perene e consistente, deve avançar sobre os trilhos do investimento em educação, em todas as formas de atuação governamental.

E, obviamente, na segurança pública não deve ser diferente. Todos nós queremos uma polícia moderna, instruída e preparada. Queremos que o conceito de comunidade inserto na etimologia da palavra polícia se traduza em instituições formadas por policiais que se sintam cidadãos em plenitude. E que a comunidade veja em cada policial o indivíduo exemplo, aquele em que se espelha e confia. O caminho para isto é o investimento na formação e no aperfeiçoamento dos policiais !“ a educação como pilar.

Resta claro que a polícia não se resume a alguns carros caros e lustrosos, mostrados em superproduções de propaganda, ou em números de estatística manipulada. A polícia é composta de homens e mulheres que aceitam o difícil sacerdócio de proteger seu semelhante, Leia mais

1 de setembro de 2014
por Esmael Morais
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Richa, se ficar brabo apelido pega feito carrapato #FicaAdica

Beto Richa é autor de representação mais ridícula que o Tribunal Regional do Paraná já recebeu em sua história; Folha de S. Paulo registrou, nesta segunda-feira, a história da alcunha "Kinder Ovo" dada semana passada ao tucano pela petista Gleisi Hofffmann no debate da Band Curitiba; se ficar brabo apelido pega feito carrapato, diz o ditado popular.

Beto Richa é autor de representação mais ridícula que o Tribunal Regional do Paraná já recebeu em sua história; Folha de S. Paulo registrou, nesta segunda-feira, a história da alcunha “Kinder Ovo” dada semana passada ao tucano pela petista Gleisi Hofffmann no debate da Band Curitiba; se ficar brabo apelido pega feito carrapato, diz o ditado popular.

Diz ditado o popular que apelido pega feito carrapato, se ficar brabo com a alcunha. Pois bem, o governador Beto Richa (PSDB) entrou na Justiça — e perdeu — contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT) que o chamou de “Kinder Ovo” no debate da Band Curitiba, no último dia 28. Até o jornal Folha de S. Paulo achou graça, divulgando nacionalmente na coluna Painel: ... 

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31 de agosto de 2014
por Esmael Morais
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“Kinder Ovo” não, implora Richa

O governador Beto Richa (PSDB), candidato à  reeleição, não gostou de ser rotulado de “Kinder Ovo” pela senadora Gleisi Hoffmann (PT). O tucano vê bullying da adversária petista, mas não admite em público.

Talvez para não passar “recibo” de que acusara do golpe, Richa entrou com uma representação considerada a mais infantil e ridícula da história do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE).

O governador do PSDB acusou Gleisi de fazer “propaganda de marca comercial” ao chamá-lo de “Kinder Ovo”.

No debate da Band Curitiba, no último dia 28, a candidata do PT afirmou que Richa é o candidato “Kinder Ovo” em virtude do número de vezes em que ele teria se surpreendido com notícias a respeito de seu governo.

Por óbvio, o juiz Leonardo Castanho Mendes indeferiu o pedido de liminar de Richa:

Há, é claro, a imagem do Governador dentro de um ovo. Mas aí a imagem só foi utilizada com o fim, obviamente satírico, de equiparar o candidato a famoso objeto de consumo infantil, cujo conteúdo se oculta da criança. Pode se dizer que a equiparação é de mau gosto, mas não ofende o candidato de forma alguma!, decidiu o magistrado.

A seguir leia a decisão do juiz Leonardo Castanho Mendes:

2. Trata-se de representação movida pela Coligação Todos Pelo Paraná contra Gleisi Helena Hoffmann e Coligação” Paraná Olhando Pra Frente” , em que se alega a veiculação de notícia ofensiva ao candidato Beto Richa, a quem se atribui a alcunha de “Kinderovo” , tendo em vista o número de vezes em que o candidato teria se surpreendido com notícias a respeito de seu governo. Além de ser ofensiva, alega-se, a matéria faz propaganda de marca comercial, o que também é vedado. Pede-se liminar para inibir-se a divulgação do material e para autorizar-se a busca e apreensão dos panfletos impressos, onde quer que se encontrem.

Em primeiro lugar, não se tem propriamente divulgação de marca comercial. O objetivo da propaganda não foi a de promover a venda do chocolate, mas a de ironizar o que se alegou ser a incapacidade do candidato em inteirar-se dos assuntos de sua administração.

O objeto da propaganda a rigor constitui exercício regular de crítica. A Coligação representada atribui ao Governador um desconhecimento de fatos relevantes ocorridos em seu governo. Até aí, nada de ofensivo.

Há, é claro, a imagem do Governador dentro de um ovo. Mas aí a imagem só foi utilizada com o fim, obviamente satírico, de equiparar o candidato a famoso objeto de consumo infantil, cujo conteúdo se oculta da criança. Pode se dizer que a equiparação é de mau gosto, mas não ofende o candidato de forma alguma.

Esse o contexto, não vislumbrando nada de irregular na propaganda apresentada, indefiro o pedido de liminar.

Intimem-se.

3. Notifiquem-se as representadas para, nos termos do artigo 8!º da Resolução TSE 23.398/13, apresentar resposta no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.

4. Após, façam-se os autos conclusos ao i. relator.

5. Autorizo a senhora Secretária Judiciária a assinar todos os expedientes necessários ao fiel cumprimento da presente decisão.

Curitiba, 30 de Agosto de 20 Leia mais