18 de abril de 2014
por Esmael Morais
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90% dos professores do Paraná já decidiram aderir à  greve no dia 23

Na próxima quarta-feira, dia 23 de abril, os educadores entrarão em greve por tempo indeterminado no Paraná. Cerca de 100 mil profissionais da educação — professores e funcionários — de 2,1 mil escolas da rede pública estadual vão paralisar as aulas de 2,3 milhões de alunos para reivindicar 13 itens de uma pauta descumprida pelo governador Beto Richa (PSDB).

Segundo informações obtidas pelo Blog do Esmael, cerca de 90% da categoria já decidiu cruzar os braços semana que vem no estado. A última greve ocorrida na educação paranaense foi em 2000, ainda na gestão do então governador Jaime Lerner.

Os educadores exigem que o governo Richa cumpra a Lei Nacional do Piso que, além de reajuste de 10,6% neste ano, prevê 33% de hora-atividade para que os professores possam preparar suas aulas e se dedicar à s demais atividades fora da sala. O magistério também cobra R$ 100 milhões relativos a avanços e progressões não pagos.

A seguir leia, os 13 pontos de pauta reivindicados pela APP-Sindicato:

1. 33% de hora-atividade – Nossa reivindicação histórica para a hora-atividade é de 50%. Queremos sua ampliação imediata para 33% e assim progressivamente. A hora-atividade tem que ser aplicada conforme a Lei 11.738/2008 (PSPN) a todos(as) os(as) professores(as) da rede, obedecendo a regulamentação da carreira de hora-aula de 50 minutos.

2. Piso Nacional – Este ano, foi anunciado, pelo Ministério da Educação (MEC), o índice de 8,32% de reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A APP defende, porém, que o índice a ser aplicado seja o de 10,6%, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

3. Reajuste dos(as) funcionários(as) – Queremos que o reajuste nos salários dos funcionários(as) de escola este ano seja conforme o índice do Piso Regional de 7,34%.

4. Pagamento de avanços em atraso – O governo deve mais de R$ 100 milhões aos(à s) professores(as) e funcionários(as) em promoções e progressões, em atraso há um ano e meio. Neste valor estão incluídos os atrasados do PDE.

5. Concurso público – A APP reivindica a realização de novos concursos públicos para professores(as) e funcionários(as). O objetivo é que seja suprida a necessidade real da rede e que sejam realizados por universidades públicas.

6. Novo modelo de atendimento à  saúde – O atual Serviço de Atendimento à  Saúde (SAS) não atende à s necessidades dos(as) servidores(as) públicos. à‰ necessário avançar nas propostas construídas no debate entre o Fórum dos Servidores e o Departamento de Assistência Leia mais