6 de Março de 2014
por esmael
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FHC e ex-presidentes se alinham a golpistas venezuelanos para pedir fim da “intolerância” de Maduro

do Brasil 247
Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Oscar Arias Sánchez (Costa Rica), Ricardo Lagos (Chile) e Alejandro Toledo (Peru) divulgaram uma declaração conjunta sobre a situação na Venezuela, pela qual criticam o fato de “manifestações estudantis” contra o governo de Nicolás Maduro tenham sofrido “repressão desmedida” de grupos que, de acordo com a imprensa, são vinculados com partidos políticos no governo.

O comunicado menciona que jovens declararam terem sido torturados, a imprensa independente tem sido perseguida e há dificuldade para a divulgação dos fatos ocorridos no país, “incluindo a retirada do ar de um canal internacional de televisão e ameaças de fazer o mesmo com outro”, além de “agressões físicas a jornalistas e limitações à  aquisição de papel para a imprensa escrita”.

“Na condição de amigos da democracia venezuelana”, como escrevem no comunicado, os quatro ex-chefes de governo pedem o estabelecimento de um “debate construtivo”, investigação “transparente” sobre as denúncias de tortura e outras violações aos direitos humanos e ainda o fim das restrições à  imprensa. “Confiamos que esse país será capaz de superar a extrema polarização e a intolerância que dominaram a cena política nos últimos anos”, afirmam.

Em artigo no fim de semana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já havia criticado a “timidez de nosso governo” em “fazer o que deve” diante da crise na Venezuela. “Não digo apoiar este ou aquele lado em que o país rachou, mas pelo menos agir como pacificador, restabelecendo o diálogo entre as partes, salvaguardando os direitos humanos e a cidadania”, escreveu (leia mais aqui). Abaixo, a íntegra da declaração conjunta:

Declaração conjunta sobre a Venezuela

Nós, abaixo assinados, Oscar Arias Sánchez, Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Lagos e Alejandro Toledo, concordamos em formular a seguinte declaração conjunta:

Temos observado com preocupação e alarma os acontecimentos que vêm ocorrendo na Venezuela durante as últimas semanas. Manifestações estudantis de protesto pacífico contra as políticas do governo, fato normal em qualquer sociedade democrática, têm sido objeto de uma repressão desmedida por parte das forças de segurança e de ataques por parte de grupos armados ilegais que alguns meios de comunicações vinculam com partidos políticos no governo.

Estes fatos estão na origem de uma alarmante escalada de violência e de uma rápida deterioração da situação dos direitos humanos no país.

A violência já custou a vida de várias pessoas atingidas por balas; estudantes presos declararam publicamente terem sido submetidos a torturas e tratamento desumanos e degradantes po