Sindicalistas querem o fim da farra no fundo partidário

O movimento sindical vai levantar a bandeira pedindo o fim do fundo partidário em retaliação ao Congresso que discutirá na reforma trabalhista o fim do imposto sindical.

De acordo com dados do TSE, os partidos políticos abocanham juntos R$ 3,57 bilhões ao ano através do fundo formado com recursos públicos.

Reportagem no Estadão, edição deste domingo (12), corrobora a tese da farra denunciada pelos sindicalistas: o fundo partidário banca de jatinho a contas pessoais dos dirigentes das legendas.

“Entre as despesas estão viagens de jatinho, bebidas alcoólicas, jantares em churrascaria e até contas pessoais de dirigentes”, diz o texto assinado pelos jornalistas Pedro Venceslau e Daniel Bramatti.

A guerra contra o fundo partidário deverá se intensificar nos próximos dias, conforme apurou semana passada o Blog do Esmael.

O imposto sindical consiste no desconto de um dia de trabalhado no mês de março de cada ano, do salário do trabalhador, seja ele sindicalizado ou não, para ser destinado à entidade da categoria que o representa. Esse valor chega a R$ 4 bilhões e tem a seguinte distribuição: 60% para o sindicato da base; 15% para a federação; 10% para a União; 10% para a central sindical; e 5% para a confederação.

Os patrões — através do sistema S — também abocanham o imposto sindical junto às empresas. A grana é assim rateada: 60% sindicatos; 20% união; 15% federação; e 15% confederação.

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