Senado aprova assalto a velhinhos e deficientes que recebem Auxílio Brasil

► Bancos e financeiras estão em festa diante da possibilidade de roubarem o auxílio de velhinhos e vulneráveis

► Bancos querem capturar aumento de Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600

O Senado da República perdeu a vergonha na cara ao aprovar medida provisória que autoriza bancos e financeiras a assaltarem os velhinhos e vulneráveis com desconto de empréstimos consginados de auxílios e benefícios.

O Plenário aprovou a Medida Provisória 1106/2022 que libera o crédito consignado para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), Renda Mensal Vitalícia (RMC) e Auxílio Brasil.

Na prática, o dinheiro pode ser liberado pelo governo federal e ir direito para as mãos de banqueiros.

A MP aumenta de 35% para 40% a margem dos empregados com carteira assinada, servidores públicos ativos e inativos, pensionistas, militares e empregados públicos. Um horror, um crime, nesses tempos de crise econômica e inflação galopante.

Os velhinhos serão os mais massacrados pela proposta aprovada pelos senadores.

Os aposentados do INSS contarão com um limite de 45%, o mesmo de quem recebe o BPC ou Renda Mensal.

Os eleitores brasileiros têm nesse fato mais um motivo para não reeleger os atuais senadores, principalmente os que votaram a favor dessa pouca vergonha.

O relator da medida provisória, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), citou os juros mais baratos do consignado. Uma fraude, que foi legalizada pelo Congresso Nacional.

Apesar da promessa de juros baratos, os credores anunciam taxas de juros de até 98% ao ano.

O Senado comprovou o ditado de que a oportunidade faz o ladrão.

O projeto segue para a sanção do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL).

Os empréstimos consignados são bastante controversos e alvo de questionamentos nos juizados especiais.

Os idosos e demais vulneráveis – pobres e deficientes – são as vítimas preferenciais desses golpes, que consistem em fornecer empréstimo não solicitado para descontar no benefício com juros escorchantes.

Bancos querem capturar aumento de Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600

Jair Bolsonaro, Arthur Lira e Davi Alcolumbre com bigode de gato [fotomontagem]
Gatos do poder central: Bolsonaro, Lira e Alcolumbre

Por pressão da oposição, o governo federal pode aumentar o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. É nesse numerário que os bancos estão de olho, que planejam capturar por meio de ardil – como o projeto do “empréstimo consignado” aprovado pelo Senado.

A PEC do Desespero seria votada na sessão de quinta-feira (07/07), no entanto, o presidnete da Câmara Arthur Lira (PP-AL) ficou com medo de não conseguir 308 necessários para aprovar a medida.

O governo estima gastar R$ 41,25 bilhões até o final do ano para aumentar benefícios sociais, conceder ajuda financeira a caminhoneiros e taxistas, ampliar a compra de alimentos para pessoas de baixa renda e diminuir tributos do etanol.

A nova previsão é que o aumento do Auxílio Brasil seja votado na próxima terça-feira (12/07).

Enquanto isso, os banqueiros esfregam as mãos.

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