Inflação oficial de junho sobe para 0,67% e pode azedar a reeleição de Bolsonaro

► A inflação, a carestia e a economia degringolada podem azedar o arroz doce de Bolsonaro

Responda rápido: quem é o principal adversário do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) no projeto de reeleição em outubro?

Ganhou um doce quem respondeu a “economia“.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou taxa de 0,67% em junho deste ano.

A taxa é superior ao 0,47% de maio e ao 0,53% de junho de 2021. 

A taxa acumulada no ano chegou a 5,49%.

Em 12 meses, o IPCA acumulado atingiu 11,89%, acima dos 11,73% acumulados em maio.

Todos os nove grupos de despesas registraram inflação em junho, com destaque para alimentação e bebidas, com uma alta de preços de 0,80%.

Entre os itens, com maior alta estão a refeição fora de casa (0,95%) e o lanche fora de casa (2,21%).

Também tiveram aumento de preços itens consumidos no domicílio como o leite longa vida (10,72%), o feijão-carioca (9,74%), o frango em pedaços (1,71%) e o pão francês (1,66%).

Ainda apresentaram altas de preço relevantes, os grupos de saúde e cuidados pessoais (1,24%), puxado pelo aumento dos planos de saúde (2,99%), e pelos transportes (0,57%).

Entre os itens que pressionaram os transportes estão o óleo diesel (3,82%), o gás veicular (0,30%) e as passagens aéreas (18,33%).

Outros grupos apresentaram as seguintes taxas de inflação: vestuário (1,67%), artigos de residência (0,55%), habitação (0,41%), despesas pessoais (0,49%), comunicação (0,16%) e educação (0,09%).

Como se vê, caro leitor, a inflação, a carestia e a economia degringolada podem azedar a reeleição de Bolsonaro.

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