O que disse Javier Milei na posse como novo presidente da Argentina

Neste domingo (10/12), Javier Milei, o novo presidente da Argentina tomou posse antecipando que está por vir: ajuste, estagflação e queda de emprego e salários.

  • “Não há como voltar atrás, hoje enterramos décadas de fracassos e disputas sem sentido, lutas que só conseguiram destruir nosso querido país e nos deixar na ruína”.
  • “Hoje começa uma nova era na Argentina, uma era de paz e prosperidade, uma era de crescimento e desenvolvimento, uma era de liberdade e progresso.”
  • “No início do século XX éramos o farol de luz do Ocidente. Infelizmente, a nossa liderança decidiu abandonar o modelo que nos enriqueceu e abraçou as ideias empobrecedoras do coletivismo.”

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  • “Tal como a queda do Muro de Berlim marcou o fim de um período trágico para o mundo, estas eleições marcaram o ponto de viragem da nossa história.”
  • “Nenhum governo recebeu uma herança pior do que a que estamos recebendo.” 
  • “Com os mercados financeiros fechados e o acordo com o FMI caído devido ao incumprimento do governo cessante, a rolagem da dívida é extremamente desafiadora mesmo para os míticos ciclopes.”
  • “Não há espaço para discussão entre choque e gradualismo. Todos os programas de gradualismo terminaram mal, enquanto todos os programas de choque, exceto o de 1959, foram bem-sucedidos.”

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  • “Não há alternativa ao ajustamento e ao choque. Naturalmente, isso terá um impacto negativo no nível de atividade, no emprego, nos salários reais, no número de pobres e indigentes. Haverá estagflação.” 
  • “Haverá luz no fim do caminho. É a última bebida ruim para iniciar a reconstrução da Argentina”.
  • “Quero trazer para vocês uma frase marcante de um dos melhores presidentes da história argentina, que foi Julio Argentino Roca: “Nada grande, nada estável e duradouro se conquista no mundo quando se trata da liberdade dos homens e do engrandecimento dos povos, se não for à custa de esforços supremos e de dolorosos sacrifícios”.
  • “A situação na Argentina é crítica e emergencial. Não temos alternativa e também não temos tempo, não temos espaço para discussões estéreis, nosso país exige ação e ação imediata”. 

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  • “Sabemos que no curto prazo a situação irá piorar, mas depois veremos os frutos dos nossos esforços, tendo criado as bases para um crescimento sólido e sustentado ao longo do tempo”.
  • “Não vai ser fácil, 100 anos de fracasso não podem ser desfeitos num dia. Mas um dia começa e hoje é esse dia.”
  • “Este novo contrato social oferece-nos um país diferente. Um país em que o Estado não dirige as nossas vidas, mas antes salvaguarda os nossos direitos. A rua que viola os direitos dos seus concidadãos não recebe assistência da sociedade. Ou seja: quem corta não recebe.”
  • “Não viemos perseguir ninguém. Não viemos resolver velhas vinganças ou discutir espaços de poder. Não pedimos acompanhamento cego, mas não vamos tolerar a hipocrisia, a desonestidade ou a ambição de que o poder interfira mudar.”

[Após a foto, continua o texto…]

Economia

Ex-presidente Jair Bolsonaro e os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Jorginho Mello (SC) e Claudio Castro (RJ), em Buenos Aires, na posse de Milei.

Após ser empossado no Congresso, o ultraliberal Javier Milei confirmou o seu plano de ajustamento imediato e tentou justificar que “não há alternativa” devido à herança que recebe. 

“Naturalmente, isto terá um impacto negativo no nível de atividade, no emprego, nos salários reais e no número de pobres e indigentes”, afirmou o novo presidente argentino.

2 Replies to “O que disse Javier Milei na posse como novo presidente da Argentina”

  1. É paulistas, catarineses e cariocas, principalmente os cariocas, o RJ é um mar de fartura e paz, os caras estão lá em Buenos Aires, gastando dinherio público para ir na farra do INELEGÌVEL e passarem vergonha junto com ele. Pois o Bozo foi barrado no baile, pelos Presidentes do Uruguai e Paraguai em respeito ao Presidente Lula, espero que vocês tenham aprendido que deverão escolher melhor seus representantes no futuro, se não o dinheiros dos impostos pagos por vocês irão para o ralo. E mais ainda os cariocas que vivem uma crise: social, economica e moral nas últimas décadas e com tendência a só piorar. Nesta eu tiro o chapéu para o Ratinho Jr, não foi queimar o filme e nem passar vergonha e respeito os recursos dos paranaenses.

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