Em uma ação unificada e contundente, o movimento sindical no Paraná se levantou contra a proposta de privatização das escolas públicas pelo governador Ratinho Jr (PSD). A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Estado do Paraná (CTB), sob a presidência de Alexandre Húngaro, divulgou uma nota de apoio irrestrito ao movimento grevista da APP-Sindicato. Esta greve é uma resposta direta a uma série de medidas consideradas prejudiciais à educação pública.
Nos últimos anos, o governo Ratinho tem implementado várias políticas controversas que impactam negativamente o sistema educacional. Entre elas, destacam-se:
- Fechamento de escolas noturnas: Essa medida afetou diretamente os estudantes trabalhadores que dependiam do horário noturno para continuar seus estudos.
- Vigilância digital e captura de biometria: A imposição de mecanismos de vigilância digital e coleta de dados biométricos dos estudantes foi amplamente criticada por invadir a privacidade e liberdade dos alunos.
- Militarização da educação: A introdução de práticas militares nas escolas públicas é vista como uma tentativa de controlar e limitar a liberdade dos estudantes.
- Achatamento de salários: Os profissionais da educação têm enfrentado a desvalorização salarial, o que desmotiva e afeta a qualidade do ensino.
A mais recente medida proposta pelo governador Ratinho, a privatização das escolas públicas, é vista como o ápice de uma série de ataques ao sistema educacional. Essa proposta é considerada surreal e inaceitável por diversos setores da sociedade, pois ameaça a integridade de uma instituição fundamental para a formação de cidadãos críticos e conscientes.
A privatização das escolas públicas traz várias consequências negativas, não apenas para os estudantes, mas para toda a sociedade paranaense:
- Oneração da economia: A privatização é um fardo pesado que afetará a economia do estado, onerando pequenos e médios empresários, agricultores e famílias por décadas.
- Dividendo para empresários: Beneficiará um pequeno grupo de empresários e rentistas, sem produzir nada de útil para a sociedade.
- Monopólios naturais: A captura de rendas auferidas em monopólios naturais prejudica a maioria em benefício de poucos.
O governo Ratinho é acusado de conduzir uma guerra cultural permanente contra a população paranaense. Tentando manipular percepções, o governo promove os mitos da violência e da eficiência privada, em detrimento da educação pública de qualidade. A educação pública, vista como uma ameaça ao projeto fascistizante do governo, é alvo preferencial por seu potencial de elevar o nível cultural da população.
A defesa da educação pública é uma causa que transcende questões políticas e econômicas. A escola pública é essencial para a formação de cidadãos críticos, preparados para contribuir de forma significativa para a sociedade. A tentativa de privatização é uma ameaça direta a esse objetivo.
A CTB Paraná, em sua nota, conclama a população de todos os municípios a se levantar em apoio ao movimento grevista dos professores. Este movimento é visto como uma defesa de décadas de construção institucional da educação pública paranaense. A participação ativa de entidades associativas e sindicatos é crucial para a defesa da escola pública.
A luta contra a privatização das escolas públicas no Paraná é parte de um movimento maior pela preservação e valorização da educação pública no Brasil. A mobilização dos professores, estudantes, e sindicatos é fundamental para resistir às políticas que ameaçam esse bem público essencial.
O movimento sindical no Paraná, liderado pela CTB e a APP-Sindicato, está determinado a lutar contra as medidas do governo Ratinho que prejudicam a educação pública. A privatização das escolas é apenas o mais recente ataque em uma série de políticas que desvalorizam a educação e os profissionais da área. A união e mobilização da sociedade são essenciais para garantir uma educação pública de qualidade para todos.
Leia a íntegra da nota oficial da CTB sobre a privatização de escolas no PR:
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Estado do Paraná vem a público manifestar seu irrestrito apoio ao movimento grevista deflagrado pela APP SINDICATO, em resposta ao mais recente ataque a educação pública perpetrado pelo governador Ratinho.
Depois do fechamento de escolas noturnas, imposição de vigilância digital e captura da biometria dos estudantes, militarização da educação e achatamento de salários, o incompetente Ratinho vem com uma medida derradeira contra as escolas e colégios que propiciam educação aos filhos do povo. Propõe a surreal privatização da escola pública!
O governo Ratinho é um fracasso. Seu legado de privatizações, dos pedágios a COPEL, é um fardo pesado que onerará a economia paranaense, os pequenos e médios empresários, os agricultores e os orçamentos das famílias paranaenses por décadas. Mil arranjos carreiam dividendos para uns poucos empresários ou rentistas amigos. Sem produzir nada de útil para a sociedade, apenas capturam para bolsos seletos, rendas auferidas em monopólios naturais.
Alheio ao fato de que a sociedade já desceu desta onda, o desastroso governo Ratinho conduz uma guerra cultural permanente contra a população do Estado do Paraná. Tenta manipular percepções e vender os mitos da violência e da eficiência privada frente a alegria da juventude e a ação estatal racional e ordenada. A educação pública de qualidade é seu alvo preferencial. E o é justamente porque a escola pública possui potencial de elevar o nível cultural do povo, e de fazê-lo crítico ao projeto fascistizante.
O desgoverno mais que perdido de Ratinho aproxima-se da metade de seu segundo mandato sem ter entregue qualquer realização importante para o Paraná. Não é da árvore do desenvolvimento, do progresso e da ciência que pretende colher reconhecimento ou honras à memória, mas do obscurantismo e da violência.
Mas Basta! Agora que a população do Brasil entendeu do que se trata não demorará muito a pôr fim aos desmandos do aventureiro que ocupou o Palácio Iguaçu nos últimos anos.
A CTB Paraná conclama, pois, a população em todas os municípios, a levantar-se em apoio ao presente movimento grevista dos professores, os quais agem em defesa de uma construção institucional de décadas da educação pública paranaense. A maneira dos estudantes já mobilizados, as entidades associativas e sindicatos devem somar-se nesta defesa contundente da mais bela das instituições civis: a escola pública do Estado do Paraná!
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




