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Lula terá a palavra final sobre privatização da Copel, afirma Haddad

Nesta terça-feira (14/6), em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recebeu representantes do movimento contrário à privatização da Copel (Companhia Paranaense de Energia). Durante o encontro, o ministro elogiou a agenda política das frentes de defesa da Copel Pública, porém destacou que a decisão final sobre a privatização caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Haddad instruiu a Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas, juntamente com a Frente Popular e Democrática em Defesa da Copel Pública, a buscar o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a fim de impedir a venda da Copel, programada para outubro próximo. Vale ressaltar que o governo federal é acionista da empresa paranaense de energia por meio do BNDESpar.

Durante a reunião, o ministro da Fazenda foi alertado sobre o impacto dos preços administrados, que se tornaram os principais responsáveis pelos aumentos nas tarifas e pela inflação no país. Além disso, a comitiva expôs a Fernando Haddad todas as irregularidades ocorridas no processo de venda da Copel, entregando-lhe um abaixo-assinado com 50 assinaturas contrárias à privatização dessa estatal, que é considerada a mais eficiente e lucrativa do país.

A comitiva informou Haddad sobre os erros e irregularidades cometidos pela Copel junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como a compra de aproximadamente R$ 1 milhão em ações pelo diretor financeiro da empresa e uma possível dívida de R$ 3,2 bilhões, denunciada hoje pela imprensa e será objeto de pedido de CPI na Assembleia Legislativa do Paraná.

Embora o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, estivesse previsto para participar do encontro com a bancada e líderes paranaenses, ele não compareceu.

BNDES altera pauta, mas processo de privatização da Copel continua
Comitiva paranaense se encontrou com ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Luiz Gustavo Polati

Além dos deputados da Assembleia Legislativa do Paraná e da Câmara Federal, estiveram presentes na reunião em Brasília com o Ministro Haddad diversas entidades e sindicatos, como o Senge (Sindicato dos Engenheiros no Paraná), o Movimento Soberania Nacional, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Carambeí e Região, a Central Única dos Trabalhadores Paraná, o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniências em Postos de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba, a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná, o Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e o Sindicato dos Bancários.

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