Início / Lula

Lula assume presidência do G20 com foco em inclusão social, mudanças climáticas e reforma das instituições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a presidência do G20 nesta quinta-feira (23/11), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a assumir a liderança do grupo das 20 maiores economias do mundo.

Em seu discurso de posse, Lula destacou as três prioridades da presidência brasileira no G20: inclusão social, mudanças climáticas e reforma das instituições.

>>Por que Lula deveria vetar a desoneração da folha para 17 setores da economia

No que diz respeito à inclusão social, Lula afirmou que o G20 deve trabalhar para combater a desigualdade, a fome e a pobreza.

“Não é mais humanamente explicável um mundo tão rico, com tanto dinheiro atravessando os atlânticos a gente ter tanta gente ainda passando fome”, disse.

O Brasil também vai defender a transição energética e o desenvolvimento sustentável.

“Essa tradição energética se apresenta para o Brasil como a oportunidade que nós não tivemos no século 20, de termos no século 21 a possibilidade de mostrarmos ao mundo que quem quiser utilizar energia verde para produzir aquilo que é necessário à humanidade, o Brasil é o porto seguro para que as pessoas possam vir aqui fazer os seus investimentos e fazer com que esse país se transforme num país, definitivamente, desenvolvido”, disse Lula.

>>Aprovação de Lula empatada com desaprovação, segundo pesquisa do mercado financeiro

Por fim, o Brasil vai defender a reforma das instituições de governança global.

Lula afirmou que o modelo atual de governança, criado depois da Segunda Guerra Mundial, não representa mais a geopolítica do século 21.

“É preciso uma representação adequada de países emergentes em órgãos como o Conselho de Segurança das Nações Unidas e em instituições de financiamento como o Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI)”, disse.

Lula também defendeu que a dívida externa dos países mais pobres precisa ser equacionada.

“Se não houver rediscussão de como fazer financiamento para os países pobres, a gente não vai ter solução, os ricos vão continuar ricos, os pobres para vão continuar pobres e quem tá com fome vai continuar com fome”, afirmou.

A presidência brasileira no G20 terá início em 1º de dezembro de 2023 e seguirá até 30 de novembro de 2024.

>>Rui Costa articula substituição do presidente da Petrobras, enquanto Lula estuda minirreforma

Durante esse período, o Brasil vai sediar mais de 100 reuniões oficiais em várias cidades do país, incluindo cerca de 20 reuniões ministeriais, 50 reuniões de alto nível e eventos paralelos.

A 19ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo do G20 será realizada em novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

A presidência brasileira no G20 tem o potencial de ser um marco histórico para o Brasil e para o mundo.

O país tem a oportunidade de liderar uma agenda global de inclusão social, mudanças climáticas e reforma das instituições.

>>Como a vitória de Milei pode ser uma oportunidade para Lula

Para que a presidência brasileira seja bem-sucedida, é importante que o governo brasileiro se concentre nas seguintes prioridades:

  • Construir uma coalizão global de apoio à agenda brasileira. O Brasil precisa trabalhar com outros países, especialmente os países emergentes, para construir um consenso em torno de sua agenda.
  • Desenvolver um plano de ação concreto para implementar a agenda brasileira. O governo brasileiro precisa desenvolver um plano de ação detalhado que inclua metas, prazos e recursos.
  • Comunicar a agenda brasileira de forma eficaz. O governo brasileiro precisa comunicar sua agenda de forma clara e concisa para o público interno e externo.

A presidência brasileira no G20 é uma oportunidade única para o Brasil de se posicionar como um líder global.

Com planejamento e execução cuidadosos, o Brasil pode aproveitar essa oportunidade para promover um mundo mais justo, sustentável e equitativo.

Leia também no Blog do Esmael: Lula diz que África do Sul não pode ser vetada do G20; Mais de 40 milhões de profissionais da saúde de 90 países assinam apelo ao G20; Bolsonaro fazia turismo em Roma enquanto líderes do G20 trabalhavam, diz jornal italiano