
“Nós aprendemos, vendo esse submundo, o que é que eles faziam. Delações submetidas a contingência, ironizavam as pessoas, perseguiam os familiares para obter o resultado em relação ao verdadeiro investigado, tudo isso que nada tem a ver com o Estado de Direito. Vamos imaginar que essa gente estivesse no poder Executivo, o que que eles fariam? Certamente fechariam o Congresso, fechariam o Supremo”, detonou.
A certeira declaração de Gilmar se deu à Folha e o UOL, para quem concedeu entrevista que foi publicada neste domingo (15).
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O magistrado do Supremo Tribunal Federal se posicionou contrário à “CPI da Lava Toga” –para investigar o judiciário– porque, segundo ele, seria inconstitucional e por isso acabaria barrada pelo STF.
Gilmar reconheceu que houve méritos na Lava Jato, mas criticou os crimes cometidos pela força-tarefa em nome do suposto combate à corrupção. O ministro também disse, na entrevista, que a liberdade de Lula deverá ser julgada entre outubro e novembro.
A Segunda Turma, da qual faz parte o ministro, é quem julgará o pedido de habeas corpus do ex-presidente. O recurso foi impetrado pela defesa do petista em novembro de 2018, mas foi paralisado com um pedido de vista de Gilmar Mendes.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




