Os Estados Unidos realizaram sua primeira operação de lançamento aéreo de ajuda humanitária para Gaza, em parceria com a Força Aérea da Jordânia. Mais de 30 mil refeições foram lançadas de paraquedas em uma ação anunciada pelo presidente americano Joe Biden como a primeira de muitas.
Essa iniciativa de Biden surge em meio a alegações de fome no norte de Gaza, agravada por um trágico incidente que resultou na morte de pelo menos 112 pessoas durante uma entrega de ajuda na quinta-feira (29/2). O exército de Israel atirou na multidão faminta que aguadava alimentos de um comboio.
O lançamento das refeições ocorreu no mesmo dia em que um alto funcionário dos EUA indicou que um acordo para um cessar-fogo de seis semanas em Gaza estava em andamento. A administração Biden afirmou que Israel havia aceitado, em grande parte, o acordo. Contudo, o evento trágico de quinta-feira destacou a importância de ampliar e manter o fluxo de assistência humanitária em resposta à situação precária em Gaza.
Jan Egeland, chefe da Conselho Norueguês para Refugiados, após uma visita recente a Gaza, expressou uma perspectiva sombria. Ele descreveu a situação como pior do que o esperado, mencionando que não há ajuda para 300 mil pessoas que vivem em ruínas, pois Israel impede a entrada de qualquer auxílio. Ainda, Egeland ressaltou que os lançametnos são ineficientes, caros e frequentemente beneficiam as pessoas erradas.
Agências de ajuda afirmam que os lançamentos são uma forma ineficiente de entrega. Medhat Taher, residente deslocado em Gaza, criticou a abordagem, questionando se as 38 mil refeições são suficientes para uma escola ou para 10 mil pessoas. Ele argumenta que é preferível enviar ajuda pelos postos de passagem, evitando os problemas associados aos paraquedas.
O presidente Biden, em comunicado, expressou a determinação dos EUA em pressionar Israel a facilitar mais caminhões e rotas para garantir que a ajuda alcance mais pessoas. A vice-presidente americana Kamala Harris está programada para se reunir com o membro do gabinete de guerra israelense, Benny Gantz, em Washington, buscando discutir um cessar-fogo e outras questões.
Desde o início da Guerra em Gaza, em 7 de outubro, mais de 30 mil palestinos foram mortos e mais de 70 mil ficaram feridos. Do lado israelense são 1,2 mil mortos.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.





Impressionante e INACEITÁVEL você chamar o “MASSACRE das FARINHAS” dos sionistas genocidas de “incidente trágico”. Vergonha!!!