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EUA devem impor nova tarifa ao Brasil por trabalho forçado

O governo federal reconhece que os Estados Unidos devem impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros por causa de uma investigação sobre trabalho forçado. A taxa, de 12,5%, deve ser anunciada na sexta-feira (24).

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse nesta quinta-feira (16) que ainda não está claro se a nova cobrança será cumulativa com os 25% já anunciados pelo governo norte-americano.

“Aí nós vamos ficar sabendo se vai ser cumulativo ou não. Se vamos ter 25% mais 12,5% ou se vamos ter exclusão”, afirmou o ministro em coletiva de imprensa.

Segundo ele, a expectativa é de que a medida alcance todos os produtos atingidos. Márcio Elias Rosa disse ainda que a Seção 301 do trabalho forçado foi criada pelos EUA para substituir os 10% que vão terminar na semana que vem.

A investigação foi aberta em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo norte-americano propõe tarifas de até 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros mais de 60 países, sob a alegação de que esses governos não combatem adequadamente o trabalho forçado em suas cadeias produtivas.

De acordo com o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), países que impõem proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado, ou que tenham compromisso formal de fazer cumprir essa proibição, podem ficar sujeitos a 10% de taxas.

O governo federal estima que o novo tarifaço dos Estados Unidos deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões com base em 2024. Para 2025, já com as tarifas em vigor, a estimativa cai para 15%.

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