O primeiro discurso do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, no gabite de transição, causou calafrios e arrepiou os pelos de especuladores e da velha mídia corporativa – leia-se Globo, Folha, Veja, Estadão, et caterva.
O presidente eleito disse com todas as letras que sua principal responsabilidade é com o povo pobre, em contraposição à “responsabilidade fiscal” repetida como se fosse um mantra pelos barões da velha mídia.
Lula foi às lágrimas quando disse que não esperava que a fome voltasse ao país. “Hoje repito o mesmo discurso de 2002. Porque, se, ao final do meu mandato, cada brasileiro estiver tomando café, almoçando e jantando, terei cumprido a missão da minha vida”, chorou.
Segundo Lula, a “regra de ouro” de seu governo será acabar com a fome e a miséria do povo.
“A fome mexe com a minha alma porque eu sei o que é isso. E sei que nós vamos acabar com a fome no Brasil mais uma vez”, disse ele.
Além de reafirmar que começará a pagar uma dívida social com os pobres do País, Lula ainda foi mais claro que a luz do dia ao dizer que não vai privatizar as empresas públicas. Ele citou a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES. De acordo com o presidente eleito, essas instituitções financeiras serão a força motriz da retomada do desenvolvimento econômico do Brasil.
Acerca desse debate, leitores informaram ao Blog do Esmael que o k-suco ferver na bancada da GloboNews – canal pago que pertence às Organizações Globo.
Os jornalistas Valdo Cruz e Octavio Guedes elevaram o tom na discussão sobre o novo governo.
Enquanto Guedes disse que o “mercado” pertence ao campo bolsonarista, Valdo disse que não é bem assim – ao criticar o que ele [Valdo Cruz] considera desprezo do presidente eleito pelo rigor fiscal.
De acordo com leitores desta página plural e suprapartidária, Valdo se comportou como “advogado” de especuladores e do diabólico “mercado” a quem a velha mídia está atrelada até a medula.
Octavio Guedes, por sua vez, disse que o mercado bolsonarista flertou com o fascismo e com os atos antidemocráticos. No entanto, ele ponderou que a FIESP (Federação das Indústria de São Paulo) – antes de Josué Gomes – fez o jogo de Bolsonaro, enquanto a Febraban (Federação dos Bancos) assinou o manifestou pela democracia.
Na campanha presidencial, Lula deixou nítido que revogaria a história de teto e hoje – na reunião com a equipe de transição – o presidente eleito criticou o ganho estratrosférico de bancos e especuladores em detrimento dos trabalhadores, que viram seu salário defasar e comido pela inflação.
Lula também garantiu que vai aumentar o salário mínimo acima da inflação, pagar o Bolsa Família de R$ 600 e isentar de imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil por mês.
Aqui você assista ao discurso de Lula:
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




