Copel celebra resultados robustos no quarto trimestre de 2023

A empresa alcançou um lucro líquido de R$ 2,3 bilhões no ano de 2023, superando significativamente os R$ 1,1 bilhão registrados em 2022

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) encerrou o quarto trimestre de 2023 com um expressivo lucro líquido de R$ 942,8 milhões, marcando uma notável ascensão de 51,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando registrou R$ 623,5 milhões. Os números revelam uma performance financeira sólida e refletem a eficácia das estratégias adotadas pela empresa.

No acumulado do ano de 2023, a Copel alcançou um lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, considerando operações descontinuadas, superando significativamente os R$ 1,1 bilhão registrados em 2022. Este desempenho robusto reforça a posição de destaque da empresa no setor energético.

A receita líquida da Copel apresentou um aumento de 5,8% no último trimestre, atingindo a cifra de R$ 5,5 bilhões. Ao longo de 2023, a receita operacional líquida totalizou R$ 21,4 bilhões, refletindo um incremento de 4,6% em relação ao ano anterior. Esses resultados evidenciam a eficiência operacional da companhia em um cenário desafiador.

Destacando-se, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) cresceu notáveis 10,1% no período, atingindo a marca de R$ 1,48 bilhão em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Nos 12 meses encerrados em dezembro, o EBITDA apresentou um aumento de 6,5%, totalizando R$ 5,3 bilhões.

O diretor-presidente da Copel, Daniel Slaviero, expressou sua satisfação com os resultados, ressaltando o aumento de 43% no valor das ações ordinárias, elevando a empresa a um valor de mercado de quase R$ 30 bilhões. Esse feito, que incluiu a rápida transição para uma corporação de capital disperso, foi marcado pelo maior follow-on e a segunda maior oferta do setor de utilities no ocidente em 2023.

Olhando para o futuro, Slaviero delineou a visão estratégica da Copel, destacando o compromisso com a agenda de descarbonização. Planos incluem a venda da termelétrica a gás natural (UEGA), desinvestimento da Compagas e a entrega da concessão da usina de Figueira, movida a carvão. Essas iniciativas visam posicionar a Copel como referência na busca por práticas mais sustentáveis no setor.

Durante o Copel Day, a empresa anunciou um foco renovado na Copel Distribuição, principal braço de negócios da companhia. Além disso, planos para reciclagem de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) foram revelados, demonstrando uma abordagem estratégica para consolidar a presença onde é majoritária e desvincular-se de empreendimentos minoritários.

A alavancagem financeira da Copel, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, encerrou 2023 em 1,9 vez, impulsionada por uma oferta pública primária bem-sucedida. No entanto, os investimentos para 2024 totalizam R$ 4 bilhões, incluindo o pagamento da outorga da renovação das hidrelétricas Foz do Areia, Salto Segredo e Salto Caxias, somando 4,2 GW de capacidade instalada. Outros R$ 2,1 bilhões serão destinados à expansão do negócio de distribuição e revisão tarifária, enquanto R$ 400 milhões serão direcionados a projetos de atualização, modernização e melhorias em geração e transmissão.

Slaviero adverte que, embora os próximos anos demandem investimentos substanciais, a empresa adotará uma abordagem conservadora, visando saltos significativos a partir de 2025 e 2026, com a recuperação do preço de energia. Vale ressaltar que o leilão de março não está alinhado à agenda estratégica da companhia, conforme enfatizado pelo diretor-presidente.

O diretor financeiro, Adriano Moura, destaca o compromisso da Copel em 2023, realizando o maior investimento da história no segmento de distribuição. Os R$ 2 bilhões aplicados visam a modernização, ampliação e automação da infraestrutura elétrica do Paraná, com a meta ambiciosa de dobrar a base de investimentos mantendo o mesmo nível de aportes em 2024 para 2025.

Em um cenário energético dinâmico, a Copel emerge como uma força impulsionadora, alinhada não apenas com resultados financeiros sólidos, mas também com um compromisso firme em direção a práticas sustentáveis e inovação. O futuro promissor da empresa se desenha em sua capacidade de adaptar-se às mudanças do setor, promovendo o desenvolvimento e a eficiência operacional.

Copel não prevê pagamento de PDV para 1,6 mil empregados, apesar do lucro bilionário

Copel pode enfrentar ações judiciais de até R$ 1 bilhão por descumprimento do PDV 2023.
Copel enfrenta ações judiciais que podem chegar até R$ 1 bilhão por descumprimento do PDV 2023.

Antes da privatização, a Copel prometia um Plano de Demissão Voluntária (PDV) dos sonhos: 30 remunerações como compensação pela extinção do contrato de trabalho.

Além disso, cada empregado tem direito a um valor mínimo de R$ 150 mil, além do pagamento de uma multa de 40% do valor base para fins rescisórios do Fundo de Garantia.

No entanto, após a empresa ser transformada em corporação veio a realidade: 1,6 mil funcionários foram deixados de fora do PDV, embora eles estivessem aptos, o que gerou protestos e crise na energética.

Foram homologados apenas 1.437 funcionários, com um custo estimado de R$ 610 milhões.

No fim de 2023 e início de 2024, sindicatos foram à Justiça do Trabalho pelo cumprimento do PDV da Copel 2023. 

LEIA TAMBÉM