Bolsonaro na corda bamba: a tentativa desesperada de vender normalidade após a investida da PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais para divulgar um vídeo, neste domingo (11/2), com uma clara tentativa de transmitir uma aura de “normalidade” após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na chamada Operação Tempus Veritatis (A Hora da Verdade).

No vídeo, Bolsonaro é visto reunindo-se, tirando fotos e cumprimentando apoiadores no que ele denominou como “Cercadinho de Mambucaba”, em Angra dos Reis/RJ, às 08h00 do dia 11 de fevereiro. No entanto, por trás dessa aparente normalidade, paira a sombra das investigações da PF.

A Operação Tempus Veritatis, que pode ser traduzida como “A Hora da Verdade”, tem como alvo o ex-presidente Bolsonaro e promete trazer à tona informações cruciais. O timing dessa ação levanta questões sobre a veracidade das tentativas do ex-presidente de retratar sua rotina como algo trivial.

Bolsonaro é apontado pela PF como chefe de uma organização que planejou uma tentativa de golpe de Estado, culminando com os ataques de 8 de janeiro em Brasília.

Ao publicar o vídeo, Bolsonaro busca, de maneira evidente, controlar a narrativa ao apresentar uma imagem de normalidade em meio a turbulências políticas. Contudo, será que a estratégia foi eficaz? A PF parece não ter sido persuadida, e a sociedade aguarda por respostas.

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A reação do público é marcada pelo ceticismo, afinal, um vídeo nas redes sociais não pode apagar as suspeitas que pairam sobre o ex-presidente na tentativa de golpe de Estado. A transparência é a chave para dissipar dúvidas, e é isso que a sociedade anseia diante das recentes revelações.

Requião faz live descamisado em defesa de Valdemar e Bolsonaro: "arbitrariedades".
Requião faz live descamisado em defesa de Valdemar e Bolsonaro: “arbitrariedades”.

Em momentos de crise política, a credibilidade torna-se uma moeda valiosa. As ações do ex-presidente Bolsonaro, em vez de inspirar confiança, podem estar gerando mais incertezas. O público busca informações detalhadas e fontes confiáveis para formar sua própria opinião sobre os acontecimentos.

A tentativa de Bolsonaro de vender normalidade após a investida da PF pode ser vista como um esforço desesperado para controlar a narrativa. No entanto, a verdade continua no centro do palco, aguardando para ser revelada pela Operação Tempus Veritatis. A sociedade, em sua busca por esclarecimentos, valoriza a transparência e a credibilidade, elementos essenciais em meio à turbulência política.

No entanto, a soltura do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, na noite de ontem (10/2), parecer ter sido um alento para o ex-presidente Bolsonaro. Muitos juristas da cepa garantistas consideraram a prisão do líder liberal uma “arbitrariedade” – a exemplo do ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PT) -, bem como a possibilidade de encarceramento de Bolsonaro.

Portanto, essa discussão de prender o inimigo político não é unanimidade na esquerda e nos setores progressistas. “Não podemos concordar que façam com Bolsonaro o que fizeram com Lula. Porque amanhã será contra eu, você, nós”, resumiu Requião ao Blog do Esmael.

O ex-governador destacou a necessidade de investigação e exposição do ex-presidente. Contudo, alertou para a possível construção de um mito definitivo da direita caso a abordagem não seja cuidadosa.

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