Beto Richa enfrentará em fevereiro nova greve da educação no Paraná

No próximo dia 11 de fevereiro, em Maringá, Noroeste do Paraná, os educadores realizarão assembleia da categoria que poderá deflagrar nova greve, por tempo indeterminado, nas 2,1 mil escolas da rede pública contra Beto Richa (PSDB).

A lista de massacres que Beto Richa promove contra o magistério é extensa, a começar pelas mentiras contadas pelo tucano em caríssimas propagandas nas mídias.

Uma dessas lorotas contadas pelo governador é de que o salário médio do professor no estado é de R$ 5.213,00. Na verdade, Beto Richa paga 15% a menos do valor estipulado pelo Piso Nacional da Educação de R$ 2.298,80. O salário inicial no Paraná é de R$ 1.982,10, portanto.

As maldades de Beto “Coração de Pedra” Richa não ficam só nas mentiras que conta para a sociedade visando transformar os 120 mil educadores em vilões. Pelo contrário. O tucano também persegue e pune professores que adoecem, como a Professora Lourdinha, do município de Jacarezinho, que foi proibida de assumir aulas extraordinárias porque se tratou de um câncer.

Richa não é solidário nem no câncer, lamentou a guerreira Professora Lourdinha.

Já a professora de Língua Portuguesa Maria Lúcia Carneiro da Silva, do Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, em carta aberta ao governador Beto Richa, afirmou que o tucano foi “desumano” ao punir profissionais que adoeceram — alguns com câncer — negando-lhes a possibilidade de pegar aulas extraordinárias na rede pública do estado. “Triste alma presa a um infeliz saco de ossos”.

É cada vez mais concreta a possibilidade de a greve dos 120 mil educadores não permitir que o ano letivo comece em 15 de fevereiro na educação básica do estado.

Além dessas maldades de Beto Richa na distribuição de aulas, do massacre da verdade, há também a diminuição da hora-atividade de 33% para 25%, o que significa a redução em 7 mil professores nas salas de aula e, consequentemente, o sobrecarga dos que “sobreviveram” a esse corte que desmente a “preocupação” do tucanato com a qualidade do ensino.

O Diabo é que as sacanagens de Beto Richa não param aí. Seu governo abriu guerra nos últimos dias com o objetivo de fazer a opinião pública crer que os professores adoecidos são “vagabundos” e “marajás” com supersalários (sic). Para isso usa o trabalho sujo da criminosa “Tenda Digital” e os aparelhos do Estado tais como o Portal da Transferência para inflar os vencimentos dos mestres somando salário, 13º salário, auxílio-transporte, dentre outros benefícios legais. Aliás, estratégia já utilizada na histórica greve de dois anos atrás. Mas Beto Richa esconde os supersalários de até R$ 150 mil nos 1º e 2º escalões do governo comandados por seus amigos e aliados políticos.

É chover no molhado denunciar os consecutivos calotes do governador do PSDB nos educadores, bem como nos demais servidores públicos. O não pagamento da data-base e dos avanços e progressões são apenas a ponta do iceberg de uma gestão inimiga da educação e dos profissionais do magistério.

O conjunto da obra de Beto Richa ainda acelera a destruição da previdência já iniciada com o confisco, cuja luta do funcionalismo em defesa das aposentadorias e pensões da categoria foram “saudadas” em 29 de abril de 2015 com bombas, gás lacrimogêneo, cães, cassetetes, jatos d’água, tiros com balas de borracha, enfim, com a covarde violência do tucano testemunhada por todo o país.

A obra do governador Beto Richa se completa (?) com os escândalos que desviaram R$ 50 milhões destinados à construção e reforma de escolas. Segundo o Ministério Público, o dinheiro roubado abasteceu a campanha de reeleição do tucano e de deputados da “Bancada do Camburão” na Assembleia Legislativa. A bronca batizada como “Operação Quadro Negro” está sendo investigada pela Justiça Federal do Paraná.

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