Temer entre a cruz e a espada

Dois dos principais jornalões do país — Globo e Folha de S. Paulo –, sem muita sutileza, revelam a disputa de rumo que travam após a morte do ministro do STF Teori Zavascki.

O Globo estampa na capa deste domingo (22) que “Cármen Lúcia avalia homologar delações da Odebrecht” ainda no recesso que vai até 31 de janeiro.

A posição da Globo é para fulminar o ilegítimo Michel Temer (PMDB), ou seja, defenestrá-lo do cargo e assim manter o cronograma do “golpe no golpe” até 1º de abril de 2017. A ideia é homologar as 77 delações como forma de “homenagear” o magistrado falecido na queda do avião. Cerca de 200 políticos iriam a pique, inclusive Temer.

Caindo Temer, os Marinhos planejam nada mais nada mesmo que a própria presidenta do Supremo na Presidência da República. Por isso o zelo neste sábado (21), no velório de Teori Zavascki, em Porto Alegre, não deixando fotografá-la ao lado da mafiosa cúpula peemedebista (que o Globo fez questão de exibir na capa de hoje).

A Folha de S. Paulo foi noutra linha. Em sua capa de hoje diz que a morte de Teori atrasa delações e investigação sobre Temer, ou seja, sinaliza com o “enterro” da Lava Jato. Inclusive é a aposta que o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha faz ao afirmar que “a gente ganha mais tempo” com o desaparecimento do relator das investigações no Supremo Tribunal Federal.

Essa abordagem da Folha aposta no “fico” de Michel Temer até 2018.

Essa disputa da velhaca mídia nada mais é do que desacerto entre bandidos cujos interesses se sobrepõem aos da sociedade e da democracia brasileiras.

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