95% dos venezuelanos aprovam anexação de Guiana Essequibo

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Elvis Amoroso, anunciou os resultados do referendo consultivo realizado neste domingo sobre a Guiana Essequibo, revelando uma vitória histórica do “Sim” em meio a uma reafirmação da unidade do povo venezuelano.

De acordo com Amoroso, mais de 95% dos eleitores que participaram do referendo realizado neste domingo (3/12) apoiam a ideia de anexar parte do território da vizinha Guiana.

Ao se dirigir à imprensa, Amoroso parabenizou os eleitores pela participação sem precedentes neste referendo histórico.

Com um registro atual de 10.554.320 votos, número que continuará a crescer nas próximas horas devido à prorrogação aprovada, a Venezuela testemunha um evento significativo em sua história política.

Amoroso reiterou que a Venezuela é uma nação livre e independente, e que a soberania reside no povo, exercida através do sufrágio.

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Ele recordou a solicitação feita pela Assembleia Nacional legislativa em setembro passado, que culminou na convocação deste referendo consultivo sobre a Essequibo.

As cinco perguntas apresentadas aos cidadãos venezuelanos renderam respostas expressivas, refletindo a posição firme do povo venezuelano:

  1. Rejeição ao Laudo Arbitral de Paris de 1899: 97,83% votaram Sim, enquanto 2,17% votaram Não.
  2. Apoio ao Acordo de Genebra de 1966: 98,11% responderam Sim, em contraste com 1,8% que optaram pelo Não.
  3. Não Reconhecimento da Jurisdição da CIJ: 95,40% votaram Sim, demonstrando a posição histórica da Venezuela, contra 4,10% que escolheram o Não.
  4. Oposição à Pretensão de Guyana: 95,94% votaram Sim, destacando a rejeição unânime à pretensão unilateral de Guyana, enquanto 4,06% optaram pelo Não.
  5. Criação do Estado Guayana Esequiba: 95,93% votaram Sim, indicando um forte respaldo à criação do estado e desenvolvimento acelerado da região.

95% dos eleitores venezuelanos não reconheceram a juristição da Corte Internacional de Justiça, que recomendou a Nicolás Maduro não tentar anexar Essequibo, uma região rica em petróleo da Guiana que Caracas afirma ser proprietária.

Estes resultados representam uma vitória incontestável do Sim, como enfatizado por Amoroso.

A consulta popular, realizada em conformidade com a Constituição, conferiu um caráter participativo e popular à defesa da integridade territorial da Venezuela sobre a Essequibo, um território do qual foi despojada em 1899.

A disputa teve os seguintes acontecimentos:

  • 1811 – A Venezuela torna-se independente da Espanha e Essequibo passa a fazer parte da nascente república.
  • 1814 – O Reino Unido adquire a Guiana Inglesa, com cerca de 51.700 km², através de um tratado com os Países Baixos.
  • 1966 – O Acordo de Genebra aceitou a queixa venezuelana e a promessa Britânica de negociar os limites territoriais.
  • 1970 – O conflito foi congelado até 1982.
  • 2015 – A petroleira Exon Mobile encontrou reservas gigantes de petróleo longe de sua costa.

O presidente Nicolás Maduro sublinhou que a Venezuela está resolvendo democraticamente e pacificamente um despojo imperial orquestrado há 150 anos.

A realização do referendo consultivo, previsto na Carta Magna, exigiu a instalação de 15.857 centros de votação em todo o país, com 28.027 mesas eleitorais nos 23 estados e no Distrito Capital.

Durante esta jornada, 84.27 membros de mesa, 55.000 funcionários técnicos operativos e 380.000 membros da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) estiveram ativos em todo o território nacional.

Este engajamento cívico massivo reforça o compromisso do povo venezuelano com sua soberania e o desejo de resolver disputas territoriais de forma democrática.

A posição do Brasil e de Lula sobre a disputa Venezuela x Guiana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na condição de vizinho fronteiriço de Venezuela e Guiana, pediu bom senso às partes que disputam a região de Essequibo.

“O que a América do Sul não está precisando é de confusão. Não se pode ficar pensando em briga. Espero que o bom senso prevaleça, do lado da Venezuela e do lada Guiana”, afirmou Lula.

Lula pediu calma aos dois países em contenção, pois, segundo o presidente do Brasil, a humanidade deveria ter medo de guerra.

“Só faz guerra quando falta bom senso. Vale mais a pena uma conversa do que uma guerra”, disse ele.

Na condição de maior país da região, o presidente Lula ainda recomendou que Venezuela e Guiana baixem o “facho”.

“Se tem uma coisa que estamos precisando para crescer e para melhorar a vida do nosso povo é a gente baixar o facho, trabalhar com muita disposição de melhorar a vida do povo, e não ficar pensando em briga, não ficar inventando história”, resumiu o mandatário brasileiro.

2 Replies to “95% dos venezuelanos aprovam anexação de Guiana Essequibo”

  1. Guerra econômica. Petróleo em jogo.
    Quem se beneficia são os poderosos grupos econômicos da Venezuela e Guiana, porque o povo passa fome igual ao Brasil.
    Nunca alcançaremos igualdade social e econômica, porque o povo escolhe mal seus representantes políticos. Não acredita e não apoia a luta sindical e de movimentos sociais.

  2. Que pena desses manipulados, tomarão uma sova das forças internacionais que ajudarão a Guiana a se defender. Como resultado, infelizmente a Guiana virará um protetorado internacional em plena América do sul.

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