Requião: a patifaria do governo é tamanha que, com apenas um litro de gasolina no Brasil, por oito reais, é possível encher dois tanques de 50 litros [100 litros] do combustível puro na Venezuela “comunista” –que Jair Bolsonaro diz combater

Frentistas se reúnem com Requião em Curitiba; trabalhadores em postos de combustíveis contra projeto de Kim Kataguiri

O presidente do Sinpospetro (Sindicato dos Frentistas do Paraná), Lairson Sena, lidera uma reunião na manhã desta segunda-feira (18/10) entre as entidades da categoria e Roberto Requião, pré-candidato ao governo do Paraná, com o intuito de formar um movimento nacional contra o projeto do deputado kim kataguiri (DEM-SP), que extingui a profissão ao instituir o self-service nos postos de combustíveis.

Requião receberá dirigentes regionais do Sinpospetro no Paraná e o comando nacional da Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospetro). Eles discutirão um movimento contra os aumentos abusivos dos combustíveis e contra o projeto de Kim Kataguiri, que extingui a categoria. Hoje, a Lei 9.956 proíbe self-service nos postos de combustíveis.

Cerca de 500 mil frentistas de todo o país se mobilizam contra a emenda de número 18, do parlamentar paulista, que pode extinguir essa categoria de trabalhadores em postos de combustíveis. No Paraná, 32 mil frentistas ficarão desempregados se a proposta for aprovada pelo Congresso. O texto do parlamentar inclui o artigo 68-E ao texto original e revoga a Lei 9.956/2000.

A emenda Kim Kataguiri permite revendedores de combustíveis possam “oferecer serviço parcial ou integralmente automatizado de operação de bombas de combustível, dispensando a intervenção de frentistas ou qualquer outro profissional”, retirando do ordenamento jurídico a regra pela qual se proibiu “o funcionamento de bombas de autosserviço operadas pelo próprio consumidor nos postos de abastecimento de combustíveis, em todo o território nacional”.

O Congresso Nacional debate a Medida Provisória 1.063 de 2021, que dispõe sobre as operações de compra e venda de álcool, a comercialização de combustíveis por revendedor varejista e a incidência da Contribuição para o Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) nas referidas operações. A emenda 18, de Kim Kataguiri, é considera um “jabuti” pelos frentistas.

Segundo Lairson Sena, presidente do Sinpospetro, “essa preposição à MP 1.063 só demonstra que o deputado Kim não conhece a realidade do nosso país, pois caso aprovada, além do desemprego em massa, tal medida aumentará a insegurança em postos de combustíveis, como assaltos, acidentes”.

Para o líder dos frentistas, na pandemia, a emenda 18 representará fechamento de postos de trabalho. Ele lembrou que a taxa de desemprego no Brasil atinge hoje 14,8 milhões de pessoas. Além disso, argumenta Lairson, não é verdade que o custo gerado pelos frentistas onera o valor dos combustíveis.

O Sinpospetro aponta a variação cambial do dólar e a cotação internacional do petróleo como causas verdadeiras dos preços abusivos dos combustíveis. De acordo com o dirigente sindical, os derivados do petróleo –gasolina, diesel, etanol, gás de cozinha– são vendidos em moeda americana enquanto os trabalhadores brasileiros recebem em real. A política de paridade adotada pela Petrobras beneficia apenas aos sócios privados [fundo de investimentos].

“É preciso que a população saiba que a remuneração desses trabalhadores não chega a refletir 2% na composição dos preços dos combustíveis. É uma proposta absurda e inoportuna, em um momento em que o país supera mais de 15% da população desempregada”, disse Lairson Sena.

Hoje todos os postos de combustíveis e derivados de petróleo são obrigados a treinar e qualificar seus funcionários com base nas Normas Regulamentadoras editadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, trazendo seguridade a toda a população. “Os serviços prestados pelos frentistas ainda contribuem para a manutenção dos veículos dos consumidores”, sustenta o presidente do Sinpospetro.

“A ameaça aos postos de trabalho acontece ainda em plena pandemia, considerando que a categoria é considerada essencial e ficou exposta na linha de frente, para manter em circulações viaturas policiais, de bombeiros, ambulâncias, caminhões, ônibus”, lamenta Lairson, que pede o apoio da sociedade e da frente política à causa dos frentistas –que é pelo emprego e pela segurança dos consumidores nos postos de combustíveis.

Sobre os aumentos abusivos nos combustíveis

Os frentistas querem conscientizar a sociedade que os preços abusivos nos combustíveis são reflexo da política de reajuste da Petrobras, desde o governo Michel Temer (MDB), que atrelou os aumentos na variação do dólar e na cotação internacional do petróleo. Ou seja, o consumidor abastece seu carro e compra gás de cozinha em moeda americana, mas recebe seu salário em real corroído pela inflação e sem correção.

Além disso, os frentistas irão alertar a categoria e a população que a redução do imposto, como o ICMS, é uma esparrela que tira recursos da sociedade para manter os ganhos de especuladores.

Os trabalhadores nos postos de combustíveis se recordam que os brasileiros já foram enganados com a reforma da previdência [fim da aposentadoria] e a reforma trabalhista [precarização da mão de obra] sob o falso argumento que seriam gerados 11 milhões de novos empregos. Não passou de mentiras.

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