Augusto Aras é 'o cara' para o Supremo no acordão entre Bolsonaro, Moraes e Temer

Augusto Aras é ‘o cara’ para o Supremo no acordão entre Bolsonaro, Moraes e Temer

Um bolsonarista de alto coturno, de Brasília, informou ao Blog do Esmael neste domingo (12/09) que o acordão envolvendo Bolsonaro, Temer e o ministro Alexandre de Moraes sepultou de vez a indicação “terrivelmente evangélica” para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a fonte, André Mendonça, da AGU (Advocacia-Geral da União), caiu em desgraça ao flertar com o setor lavajatista, no entanto, isso foi só um pretexto para assentar Augusto Aras, Procurador-Geral da República (PGR), no entendimento ‘com Supremo e tudo’ e o PGR seria a garantia o cumprimento do acordão entre as partes.

Mas, afinal, que acordo foi esse?

1- O presidente Jair Bolsonaro não concorre a reeleição e tem a garantia que não sofrerá impeachment ou cassação;
2- Os filhos do presidente da República –zero um, zero dois, zero três e zero quatro– não seria molestados pelo judiciário ou parlamento;
3- aliados de Bolsonaro seriam poupados do rigor da lei; e
4- A CPI da Covid, mesmo carregando nas tintas, não terá consequências jurídicas.

De acordo com o bolsonarista, que tem trânsito fácil no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete do presidente, Augusto Aras partiria de 55 votos no Senado para conquistar a vaga no STF deixada pelo decano Marco Aurélio Mello.

Na quinta-feira (09/09), o presidente Jair Bolsonaro assinou uma carta escrita pelo antecessor Michel Temer (MDB). Na missiva, o atual mandatário concorda com uma rendição condicionada ao salvo-conduto acima declinado.

A luta da velha mídia corporativa e da burguesia paulistana, da Avenida Faria Lima, é para encontrar um candidato de “terceira via” para impedir a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo todas as pesquisas sérias, o petista vence no primeiro tuno na eleição de 2022.

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