Requião já definiu o partido do "coração", mas só vai bater o martelo na filiação em novembro

Requião já definiu o partido do “coração”, mas só vai bater o martelo na filiação em novembro

O ex-senador e ex-governador Roberto Requião disse ao Blog do Esmael que já definiu em seu “coração” em qual partido irá se filiar, no entanto, ele assegurou que baterá o martelo na filiação somente em novembro próximo.

Do ponto de vista do prazo de filiação, a atual legislação eleitoral exige um tempo mínimo de seis meses.

O texto novo Código Eleitoral, em discussão na Câmara, obriga os candidatos a possuírem, pelo mesmo prazo mínimo, domicílio na circunscrição onde irão concorrer.

Mesmo se o princípio da anualidade for aprovada pelo Congresso, Requião ficaria habilitado para concorrer ao governo do Paraná em 2022.

Segundo o ex-governador do Paraná, as conversas estão bem encaminhadas com PSB, PT e PDT.

Embora seja um político sem partido, Requião intensificou nos últimos dias contatos políticos partidários, com entidades de juventude, sindicatos, federações, associações e centrais sindicais.

No PSB, sempre de acordo com Requião, a direção nacional estuda renovar o comando no Paraná com o vencimento do atual mandato no diretório estadual em novembro. O presidente da sigla, Carlos Siqueira, está alinhado à esquerda e com Lula, o que contraria o apoio a Ratinho Junior (PSD), aliado do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado Requião Filho (MDB), filho do ex-governador, confirmou ao Blog do Esmael que vai se filiar no PDT em março próximo, na janela partidária. Seu partido momentâneo, o MDB, corre risco de não eleger nenhum parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) na eleição de 2022, avalia ele.

O PT foi um dos primeiros a convidar Requião. No começo de agosto, em São Paulo, ele se reuniu com Lula. O petista renovou o convite para o ex-governador, que pediu um tempo.

Ao Blog do Esmael, Roberto Requião jura que não colocou um pé em cada canoa. Ele afirma que no seu coração já definiu o novo partido, porém não declina ainda porque aguarda o desfecho da aprovação do novo Código Eleitoral. Portanto, o deadline, ou seja, o tempo limite será em novembro próximo.

Pelo mapa mental dos Requião, o cenário ideal seria mais ou menos esse:

1- Requião se filiaria no PSB;

2- Requião Filho ingressaria no PDT; e

3- ao PT caberia indicar o vice, cujo nomes mais prováveis são Angelo Vanhoni ou Jorge Samek.

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