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Para Gleisi, Exército afrouxou a disciplina ao livrar a cara de Pazuello

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse nesta quinta-feira (3/6) que o Exército afrouxou a disciplina ao livrar a cara do general Eduardo Pazuello.

Em nota divulgada hoje, o Exército disse que “não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do general Pazuello” e que “arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”.

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O general Eduardo Pazuello, que é militar da ativa, participou de comício em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, no último dia 23 de maio, no Rio de Janeiro, durante um passeio de moto. Pelo regimento do Exército, é proibida a manifestação político de seus membros na ativa.

Para Gleisi, a força abriu o flanco para a insubordinação de militares e policiais.

“Exército livrar a cara de Pazuello é abrir flanco pra insubordinação de militares e policiais. Caso fica ainda pior quando ignora atitude política do general, infração das regras da pandemia e gestão nefasta do ex-ministro na Saúde. É submissão vergonhosa a Bolsonaro”, disse a dirigente petista.

O atento pré-candidato ao governo do Paraná, Roberto Requião (MDB), ironizou a decisão do Exército dizendo que Pazuello estava no comício por motivo de força maior.

“Nosso exército decidiu não punir Pazuello por participar de comícios com Bolsonaro. Provavelmente só acompanhava Bolsonaro como médico, para lhe aplicar eventualmente cloroquina e ozônio rabial, se necessário. Portanto, no exercício da profissão.”

O diabo é que Pazuello não é médico, embora ele tenha exercido o cargo de Ministro da Saúde.