PIB brasileiro defende lockdown e amplia isolamento de Bolsonaro

Cerca de 500 empresários brasileiros, representantes do PIB brasileiro, divulgaram uma carta neste domingo (21/3) defendendo o lockdwon como medida de combate à pandemia. O documento mostra o crescente isolamento político do presidente Jair Bolsonaro, que, no dia que completou 66 anos, viu o esse questionamento dos mais ricos.

“A experiência mostrou que mesmo países que optaram inicialmente por evitar o lockdown terminaram por adotá-lo, em formas variadas, diante do agravamento da pandemia – é o caso do Reino Unido, por exemplo. Estudos mostraram que diante da aceleração de novos casos, a população responde ficando mais avessa ao risco sanitário, aumentando o isolamento voluntário e levando à queda no consumo das famílias mesmo antes ou sem que medidas restritivas formais sejam adotadas. A recuperação econômica, por sua vez, é lenta e depende da retomada de confiança e maior previsibilidade da situação de saúde no país. Logo, não é razoável esperar a recuperação da atividade econômica em uma epidemia descontrolada”, diz um trecho do documento.

A “Carta Aberta à Sociedade Referente a Medidas de Combate à Pandemia” tem como título principal “O País Exige Respeito; a Vida Necessita da Ciência e do Bom Governo”.

LEIA TAMBÉM
Bolsonaro chega surtado aos 66 e correndo risco de sofrer impeachment

Por que Bolsonaro não reabre a fábrica de oxigênio hospitalar da Fafen-PR?

Notícias ao vivo da Covid: OMS socorre Brasil com 1 milhão de doses da vacina Oxford/AstraZeneca

No manifesto, economistas, banqueiros e empresários apontam propostas para atravessar o “Rubição” da Covid19:

  • Acelerar o ritmo da vacinação;
  • Incentivar o uso de máscaras;
  • Implementar medidas de distanciamento social;
  • Criação de um comitê de crise; e
  • Auxílio Emergencial.

A carta ainda aborda a falta de liderança do presidente Bolsonaro na condução do país na pandemia. Os subscritores comparam o papel de governantes de outras nações.

“Apesar do negacionismo de alguns poucos, praticamente todos os líderes da comunidade internacional tomaram a frente no combate ao Covid-19 desde março de 2020”, afirmam.

Leia a íntegra da carta