Bolsonaro chega surtado aos 66 e correndo risco de sofrer impeachment

O presidente Jair Bolsonaro vive o pior momento do governo ao completar 66 anos, neste domingo (21/3), com a volta do impeachment à agenda política do país.

Com quase 300 mil mortes desde o início da pandemia, o mandatário se mostrou incompetente para liderar o país na crise a ponto de o Ministério Público pedir seu afastamento junto ao TCU.

Em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, Bolsonaro aglomerou novamente para receber felicitações de apoiadores –a despeito das restrições imposta pelo governo do DF.

Completamente surtado, o presidente disse que os governadores “estão esticando a corda” ao se referir à lockdowns e outras normas adotadas na tentativa de conter o avanço da pandemia nos estados. Bolsonaro é contrário a medidas de isolamento social e, desde o início, se mostrou negacionista em relação a letalidade do vírus.

Para a sua trupe, sem máscara, Bolsonaro retomou a ladainha do perigo do socialismo enquanto ele mergulha o país na miséria e no desemprego absolutos.

Ainda em seu discurso para apoiadores, Bolsonaro ameaçou não sair da presidência.

“Enquanto eu for vivo, enquanto eu for presidente, porque só Deus me tira daqui, eu estarei com vocês”, disse.

No entanto, no Congresso Nacional, não se fala outra coisa: ou deslancha um plano de vacinação em massa para estancar as mortes por covid, ou impeachment de Bolsonaro.

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