Gasolina já custa R$ 8,20, mas ainda pode subir mais

A gasolina mais cara do Brasil está nas bombas do município de Marechal Taumaturgo, no Acre, próximo à fronteira com o Peru. Custa R$ 8,20 o litro, cujo preço abusivo também é praticado em outras cidades brasileiras.

O valor foi denunciado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ajudou a fazer uma pesquisa nacional informal, porém não consta da pesquisa semanal de preços de combustíveis da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Pela pesquisa semanal de preços de combustíveis da ANP, o maior valor foi registrado em Cruzeiro do Sul, também no Acre, onde o litro do combustível foi vendido a R$ 6,70. Barra Mansa (RJ), não fica muito atrás, com o litro foi vendido a R$ 6,49. Este ano, a gasolina já acumulou um aumento de 54,3%, e o diesel, de 41,5%.

Esses preços são resultados dos aumentos periódicos determinados pela Petrobras. Só este ano, a petroleira já aumentou a gasolina seis vezes e o diesel, cinco. O último anúncio de reajuste dos combustíveis na segunda-feira (8). A cada 15 dias, em média, a Petrobras anuncia um novo aumento nos preços. Só este ano, gasolina já acumulou um aumento de 54,3%. No mesmo período, o diesel subiu 41,5%.

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Os valores estão muito acima da capacidade de pagamento pelos brasileiros. Nesta quarta-feira, motoristas de aplicativos programam manifestação em várias cidades. Os preços são o resultado de uma política equivocada, que começou a ser plantada nos estertores do Governo Dilma e foi elevada à enésima potência pelos governos ultra ortodoxos posteriores.

“Nós não precisaríamos estar passando todos os dias, de forma contemporânea, todas as variações do preço internacional para o mercado brasileiro. Mas isso é uma escolha de política. E o governo Bolsonaro e o governo Temer vem desde 2016 adotando esta política de completo alinhamento do preço doméstico ao preço internacional para viabilizar as importações de derivados por agentes novos que foram autorizados a importar de 2016 para cá e para viabilizar a venda das refinarias”, diz José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras.

Mas, como não estamos em períodos de hiperinflação, apesar da carestia que vem aumentando, os brasileiros já sabem que os preços dos combustíveis estão abusivos e impactam nos preços de todos os outros produtos. O resultado é que o salário consegue comprar cada vez menos e até o básico os trabalhadores e as trabalhadoras estão sendo obrigados a cortar da lista de compras mensais.

A média de preços da gasolina em outras regiões do país é de R$ 5,45. Mas em algumas cidades como Juiz de Fora (MG), Formosa (GO), Alenquer (PA) e Bagé (RS), o preço já bate a marca dos R$ 6,00. É o caso também do Rio de Janeiro. Na capital do estado, o litro da gasolina chegou a custar R$ 6,19. Porém, em Barra Mansa, de acordo coma ANP, o litro foi vendido a R$ 6,49.