Auxílio emergencial 2021 até o fim da pandemia no valor de R$ 600, defende a oposição

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Os partidos de oposição no Congresso –PT, PCdoB, PDT, PSB, Rede, PV, PSOL– estipularam como meta imediata lutar pelo auxílio emergencial de R$ 600, cada parcela mensal, enquanto durar a pandemia.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que a alta dos alimentos não para e o presidente Jair Bolsonaro assiste impassível às dificuldades dos trabalhadores sem renda, emprego e qualquer auxílio do Estado. “Em 1 ano, a cebola subiu 43% e a batata 67%”, disse a dirigente, ao defender a volta da renda emergencial e da geração de emprego.

Com mais de 230 mil mortes por covid-19 e passando dos 9,5 milhões de casos de infecção pelo coronavírus – grande parte por omissão e descaso do governo Jair Bolsonaro – partidos de oposição, frentes, movimentos sociais e populares, entre eles a Central de Movimentos Populares (CMP), lutam pela garantia do auxílio emergencial no valor de R$ 600 até o fim da pandemia.

Integrantes da Frente Brasil Popular, da qual a CMP faz parte, se reuniram nesta terça-feira (9) para, entre outras pautas, definir ações que intensifiquem a pressão para que se garanta o valor de R$ 600 e não os R$ 200 que Bolsonaro está propondo, e por apenas três meses.

A proposta do governo de agora remete à mesma apresentada de 2020 e recusada por movimentos e partidos que representam a classe trabalhadora. Na época, Bolsonaro propôs R$ 200 porque estava sob pressão, mas não queria dar valor nenhum. Com muita luta conseguiu-se a liberação dos R$ 600, considerados insuficientes, mas que atendem necessidades mínimas para que o povo viva com o mínimo de dignidade.

Sem o auxílio emergencial, milhões de pessoas votaram a passar fome e a viver em situação de vulnerabilidade. Cortado em dezembro do ano passado, a falta do auxílio tem aumentado os índices de pobreza e de miséria no país. São cerca de 63 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza (com até R$ 178 mensal por pessoa) e outros 20 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza extrema (com até R$ 89,00 mensal por pessoa), um cenário de abismo social sem precedente na história do país.

“Temos um quadro assustador de morte no nosso país, mais de 14 milhões de desempregados, a pobreza e a miséria aumentando cada dia e o presidente da República preocupado em liberar a compra de armas, invadir terras indígenas, grilar terras, favorecer o agronegócio. Essas são as prioridade do governo Bolsonaro. Quem tem fome tem pressa. O povo precisa da volta do auxílio já”, defende Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

Partidos de oposição e movimentos populares lutam também por uma renda básica permanente. Nessa quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados, a Frente pela Renda Básica no Congresso Nacional e movimentos populares como a CMP promovem ato em defesa da aprovação da prorrogação do auxílio emergencial no valor de R$ 600 até o fim da pandemia e, em seguida, a aprovação de um projeto estruturado de renda básica permanente.