Em Cuba não se fala outra coisa: ‘Rejeição de Bolsonaro explode pós-eleições de 2020 e na pandemia’

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O ex-presidente Lula e sua Janja estão em Cuba. O petista vai gravar filme de Oliver Stone sobre a América Latina e os recentes golpes da extrema direita.

Coincidência ou não, com a estada de Lula na ilha caribenha, a mídia local reverbera a rejeição do presidente Jair Bolsonaro que aumentou consideravelmente após as eleições municipais de 2020.

O site “Trabajadores“, uma espécie de CUT de Cuba, anotou que uma pesquisa aponta rejeição de Bolsonaro em 46%, em um momento em que ele mal chega à metade do mandato.

Citando a DataPoder360, os cubanos dizem que a maioria dos que rejeitam o presidente brasileiro são jovens entre 16 e 24 anos, 66 por cento deles têm ensino superior, 58 por cento residem no Nordeste do país e 82 por cento dos que ganham entre 5 e 10 anos. salário mínimo.

Por sua vez, diz o “Trabajadores”, o portal Vermelho [site do PCdoB] considerou que 42% da população acha a gestão presidencial ruim ou péssima e, portanto, “não há registro de um presidente no Brasil que, nos dois primeiros anos do primeiro mandato, tenha atingido níveis de rejeição tão altos”.

A publicação cubana recorda que a rejeição de Bolsonaro ocorre em um momento em que se espera uma segunda onda da pandemia Covid-19 no gigante sul-americano, e levando-se em consideração que o Brasil é o segundo país do mundo com mais vítimas e mortes – só superado pelos Estados Unidos – “ninguém pode se surpreender que aumente o repúdio do presidente daquele país pela má gestão da situação da saúde.”

O órgão de informação da Central dos Trabalhadores de Cuba, o “Trabajadores”, prossegue em sua análise;

“Se a isso adicionarmos o aumento das desigualdades, da violência policial e do assassinato de lideranças sociais, mulheres e negros, a exacerbação do racismo, homofobia e xenofobia nos últimos dois anos, a limites inimagináveis, é lógico que seja rejeitada fortemente então quem, aliás, tem se preocupado mais em lançar armas, convocar reuniões públicas sem máscaras, desmerecer cientistas e pessoal de saúde e ofender aqueles que se preocupam em contrair Covid-19 minimizando seus efeitos.”

Em síntese, em Cuba a previsão é de que Bolsonaro não irá nem para o segundo turno; se for para a segunda etapa eleitoral, em 2022, perde ou para centro-direita ou para a esquerda.