Auxílio emergencial acaba no final do ano, diz Guedes

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (23) que não haverá prorrogação do auxílio emergencial para 2021. De acordo com Guedes, a pandemia do coronavírus está cedendo no país e a atividade econômica está voltando. O que é uma mentira.

Guedes participou hoje de uma videoconferência promovida pelas plataformas de investimento Empiricus e Vitreo, que reúne especuladores e rentistas do mercado financeiro. O ministro disse que o benefício pago a informais poderia ter duração de até um ano se o valor das parcelas fosse menor, de R$ 200, como propôs inicialmente a equipe econômica.

Ou seja, o governo ainda deixou uma janela para a redução do benefício para R$ 200 enquanto conta a mentira da recuperação econômica do País.

Guedes disse que o auxílio emergencial acabou demandando muitos recursos do Tesouro Nacional, porém ele omitiu que os bancos foram os que mais sugaram recursos do erário: até R$ 4 trilhões –a título de compra de títulos podres e de liquidez para empréstimos durante a pandemias; os banqueiros preferiram especular com o dinheiro público a emprestar a pequenos e médios empresários.

“Os fatos são que a doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força. Então, do ponto de vista do governo, não existe a prorrogação do auxílio emergencial”, mentiu Paulo Guedes, em ficar vermelho.

O ministro da Economia –ou seria dos bancos?– reconheceu que há uma pressão política pela continuidade do auxílio emergencial, mas ele disse que isso não está nos planos do governo.

Em março, o auxílio emergencial de R$ 600 foi criado para os meses de abril, maio e julho. Na sequência, a ajuda foi prorrogada para julho e agosto. De setembro a dezembro, no entanto, o governo cortou para R$ 300 o benefício.

No início da pandemia Guedes e o presidente Jair Bolsonaro propunham o auxílio emergencial de apenas R$ 200, entretanto, o Congresso Nacional impôs a ajuda em R$ 600.

O governo jura que o auxílio emergencial aos setores mais vulneráveis da sociedade custou R$ 322 bilhões enquanto os bancos consumiram mais de dez vezes esse montante no mesmo período.

Na mesma videoconferência, o ministro Paulo Guedes voltou com a mesma ladainha de privatizar estatais para ampliar o abatimento da dívida pública. Ele pretende arrecadar mais R$ 2 trilhões para transferir aos bancos.

“Antes que isso perca valor econômico, se deteriore, é melhor nós vendermos o ativo”, disse.

Alguém precisa dar voz de prisão para esse sujeito.

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