Piadista, Bolsonaro diz que acabou com a Lava Jato porque não há corrupção no governo

O presidente Bolsonaro está aproveitando seus apoiadores, assessores e puxa-sacos em geral para ensaiar seu show de comédia.

A piada mais recente ele contou nesta quarta-feira: “Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo”.

Ninguém riu, mas os assessores da claque puxaram o aplauso para o chefe não ficar no vácuo.

Erica Kokay compartilhou um trecho do vídeo e comentou:

“Com cinismo e deboche, Bolsonaro diz que acabou com a Lava Jato pq “não tem mais corrupção no governo”. A Lava Jato nunca foi contra a corrupção, sempre foi um instrumento para perseguir o PT e levar a direita ao poder. Por isso, Bolsonaro diz isso e nada acontece!”

A Lava Jato na verdade nunca foi sobre corrupção; mas, uma vez que tiraram Lula do cenário, era preciso frear a sanha punitivista para que a força-tarefa não atingisse o centrão, que agora é o grupo político de Bolsonaro.

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Gleisi Hoffmann vê “tapetão” no Supremo Tribunal Federal

Gleisi Hoffmann, do PT, faz “L” de Lula com a mão.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), se fosse usar um termo do futebol, diria que o Supremo Tribunal Federal (STF) levou para o “tapetão” os julgamentos em andamento na corte.

“Tapetão” no mundo da bola significa que o perdedor perde em campo e busca meios para sair vitorioso a qualquer custo. É o símbolo da falta “fairplay” –a ética no esporte.

Pois bem, a dirigente petista disse que o Supremo surpreende outra vez sobre julgamento de ações penais. Ele se refere às alterações no regimento interno do STF, que retirou as ações penais da Segunda Turma e as levou para o plenário da corte.

“É a Justiça mudando a regra do jogo com o jogo em andamento”, criticou Gleisi.

“Não é por este caminho qie o Judiciário brasileiro vai recuperar a credibilidade perdida com as ações da Lava jato contra o Lula”, declarou a presidenta do PT.

Gleisi Hoffmann pediu “mais justiça e menos casuísmo” no STF.

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STF: Deram o golpe no indicado do Bolsonaro

A guerra de barragem contra o desembargador Kassio Marques, antes dele assumir o STF, tinha um objetivo estratégico: tirar do indicado do presidente Jair Bolsonaro a possibilidade de decidir processos polêmicos como aquele que pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro.

A crônica da mídia corporativa intensificou os ataques ao futuro novo ministro, ora passando a lupa em seu currículo acadêmico, ora nas votações no TRF1, ora nas suas companhias pretéritas. Mas o foco político era único: fazê-lo baixar a crista e deixá-lo acoelhado, sem muito o que fazer no Supremo.

Kassio Marques foi indicado pelo presidente Bolsonaro para a vaga do decano Celso de Mello, que vai se aposentar no próximo dia 13.

A sabatina do indicado será no dia 21 de outubro, no Senado, com transmissão ao vivo do Blog do Esmael.

O temor da velha mídia corporativa era que Marques herdasse processos como aquele sobre a suposta interferência do presidente na Polícia Federal, uma bobagem, diga-se de passagem, porém tem servido de palanque para Moro.

Nessa fofoca da PF, a Globo defende que o processo seja redistribuído entre os ministros da corte.

Quanto ao julgamento da suspeição de Moro, em sede de habeas corpus, impetrado pelo ex-presidente Lula, a vaca já foi para o brejo. O plenário do STF chamou para si todas as ações penais que corriam nas turmas, inclusive as da Segunda Turma, que analisava as da Lava Jato.

Resumo da ópera: deram o golpe no indicado do Bolsonaro.

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