Lula chama Bolsonaro de “cacareco” e causa revolta em bolsonaristas

O ex-presidente Lula chamou de cacareco o atual, Jair Bolsonaro, e casou revolta nos bolsominions.

“A verdade é que eu já vi muita coisa nessa vida, mas um cacareco ser eleito presidente da República eu nunca tinha visto”, disparou o petista.

Nas redes sociais, o gado bolsonarista reagiu como se reagisse à marcação de ferro quente no pasto.

“Esse “cacareco” que você citou é um homem honrado, diferente de tudo que você é seu condenado carniça”, retrucou uma apoiadora do presidente Bolsonaro.

Os robôs do gabinete do ódio ficaram muito ensandecidos com Lula.

“Eu já vi muita coisa nessa vida mas ver um quadrilheiro, ser eleito na presidência foi a primeira vez… com um currículo de dar inveja aos maiores ladrões de banco do mundo”, atacou outro correligionário do “Capitão Cloroquina”.

Lula foi entrevistado nesta terça-feira pelo site Diário do Centro do Mundo, o DCM, um dos principais portais progressistas do país.

Quanto ao termo “Cacareco”, foi uma rinoceronte fêmea do Zoológico do Rio de Janeiro emprestada ao Zoológico de São Paulo, que, nas eleições municipais de outubro de 1959, na cidade de São Paulo, recebeu cerca de 100 mil. À época, a votação era realizada em cédulas de papel e os eleitores escreviam o nome de seu candidato de preferência.

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Covid-19: Vacina chinesa pode estar disponível à população em novembro

Uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida na China pode estar pronta para aplicação em larga escala a partir de novembro, afirmou um alto funcionário do governo à imprensa estatal, enquanto se intensifica uma corrida mundial para a fase final de testes clínicos.

Na noite de segunda-feira (14), o principal especialista em biossegurança do Centro Chinês para o Controle de Doenças afirmou ao canal estatal CCTV que uma vacina estaria disponível ao público em geral “por volta de novembro ou dezembro”. Segundo ele, os resultados clínicos da fase 3 do fármaco, que não foi especificado, mostram “uma rápida evolução”. O especialista afirmou que foi vacinado em abril e que se sentiu bem nos últimos meses, sem informar o imunizante inoculado em seu corpo.

Os cientistas chineses vêm expressando otimismo com os avanços. As empresas Sinovac Biotech e Sinopharm exibiram neste mês as vacinas que desenvolvem em um evento comercial em Pequim. Responsáveis dos dois laboratórios farmacêuticos afirmaram que esperam a aprovação dos produtos após os testes da fase 3, que devem ser realizados até o fim do ano.

A CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac Biotech, é testada atualmente no Brasil em voluntários de seis estados. O governador de São Paulo, João Doria, disse na última quarta-feira (9) que os testes clínicos realizados com o fármaco no país mostraram resultados “extremamente positivos”. “Uma ampla campanha de vacinação pode começar em dezembro”, afirmou o governador na semana passada.

A Sinovac concluiu uma parceria com o Instituto Butantan, centro de pesquisas de São Paulo, para desenvolver a fase 3 dos ensaios clínicos de seu produto. O acordo dá ao Instituto o direito de produzir 120 milhões de doses da vacina, suficientes para imunizar 60 milhões de pacientes.

O Brasil, que já participa dos ensaios clínicos organizados pelos grupos Oxford/AstraZeneca, Sinovac Biotech e Pfizer/BioNTech, também participa dos testes com o imunizante da Sinopharm, em um acordo firmado no final de julho com o governo do Paraná.

Nove vacinas em fase final de testes

Atualmente, em todo o mundo, há nove candidatas à vacina contra o novo coronavírus em fase avançada de testes em voluntários, mas recentemente algumas enfrentaram obstáculos. O grupo farmacêutico AstraZeneca e a Universidade de Oxford interromperam temporariamente os experimentos clínicos na semana passada, depois que uma voluntária apresentou um efeito colateral inexplicável.

Algumas vacinas candidatas chinesas foram disponibilizadas a trabalhadores essenciais no âmbito de um programa de emergência. Um porta-voz da empresa Sinovac indicou no início do mês que dezenas de milhares de pessoas foram vacinadas de maneira voluntária, incluindo 90% dos funcionários da empresa e familiares, entre 2.000 e 3.000 pessoas.

Em junho, o Exército chinês já havia aprovado uma vacina para uso em seus soldados. Ela foi desenvolvida por sua unidade de pesquisas e uma empresa de biotecnologia.

Por RFI