Eleições 2020: PT luta por “frentinha” contra “frente ampla” de Rafael Greca em Curitiba

O candidato do PT à Prefeitura de Curitiba, Paulo Opuszka, disse ao Blog do Esmael que lutará nesta semana para tentar viabilizar uma “frentinha” com os partidos de esquerda para enfrentar o prefeito Rafael Greca (DEM), que conseguiu montar uma “frente ampla” visando continuar no cargo.

“Estamos trocando mensagens com o PSOL, PCdoB, PDT, PV e MDB”, revelou Opuszka. Com exceção do MDB, as demais agremiação apresentaram pré-candidatos, mas, até a próxima quarta-feira (16) último dia de registro das candidaturas, o quadro político ainda pode mudar. Muitas traições são possíveis até lá.

“A ideia é evitar que MDB seja cooptado pelo Rodrigo Maia [presidente da Câmara e dirigente nacional do DEM] e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, entregue os emedebistas para a direita e o Centrão”, declarou o candidato petista.

De acordo com a lei eleitoral de 2020, 16 de setembro é o último dia para a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. Portanto, Paulo Opuszka, mais do que convencer da viabilidade da frentinha, luta também contra o tempo.

Neste sábado (12), o Blog do Esmael registrou que o prefeito Rafael Greca conseguiu formar uma “frente ampla” na prática com a desistência dos principais players eleitorais da capital paranaense.

Os ex-prefeitos Gustavo Fruet (PDT) e Luciano Ducci (PSB), por exemplo, jogaram a toalha. O deputado Luizão Goulart (Republicanos), a pedido do governador Ratinho Junior (PSD), também desistiu em prol da reeleição de Greca, bem como a deputada Maria Victória (PP), filha de Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro no Congresso.

Além desses, o deputado Ney Leprevost (PSD), que disputou o segundo turno na eleição de 2016, igualmente arriou a bandeira.

“A frente de esquerda é para combater a extrema direita em Curitiba. Estamos trocando mensagens entre Camila Lanes (PCdoB), Letícia Lanz (PSOL), Renato Mocelin (PV), Goura (PDT) e Roberto Requião (MDB)”, disse Paulo Opuszka, no esforço derradeiro para constituir a “frentinha”.

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