Ney Leprevost, candidato de Ratinho, confirma debate no debate da Band TV

Deu ruim para o governador Ratinho Junior, do PSD, que não conseguiu segurar a candidatura do ex-secretário da Justiça, deputado Ney Leprevost (PSD-PR), na disputa pela Prefeitura de Curitiba. O parlamentar, inclusive, já confirmou presença no primeiro debate promovido pela Band TV.

No ano passado, Ratinho filiou no PSD o atual vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Slavieiro Pimentel, com a promessa de mantê-lo na chapa como vice do prefeito Rafael Greca (DEM). No entanto, com a entrada de Ney Leprevost na disputa, fica impossível a reeleição na vice com o DEM.

Em março deste ano, Ratinho tinha sinalizado com o apoio à reeleição de Greca e Pimentel. No entanto, a candidatura de Leprevost é a adição de água no chope dos três.

A fórmula possível, porém, pode ser uma chapa puro sangue do PSD, ou seja, Leprevost e Pimentel.

Na eleição de 2016, Ney Leprevost disputou o segundo turno com Greca. Por debaixo dos panos, o candidato Greca recebeu apoio por debaixo do pano do então governador Beto Richa (PSDB).

“Não vejo a hora de participar dos debates de TV. Temos que dialogar francamente sobre o que tem acontecido em Curitiba e sobre o futuro da cidade”, disse Ney Leprevost.

Em Curitiba, o debate será realizado no dia 17 de setembro. O formato do programa ainda está sendo estudado pela equipe técnica da emissora e levará em conta a quantidade de candidatos a prefeito. Inicialmente está previsto para começar às 22h45 e terá duração de 2 (duas) horas dividido em 05 blocos.

Fruet pode jogar a toalha em Curitiba

O deputado federal Gustavo Fruet (PDT) pode jogar a toalha e desistir de concorrer em Curitiba. Ele foi prefeito da capital paranaense entre 2013 e 2017. Perdeu a eleição para Greca e Leprevost, não indo nem para o segundo turno naquela disputa de 2016.

Caso Fruet desista mesmo, como se aventa no PDT, o provável nome do partido para a corrida é do deputado Goura Nataraj.

Uma das alegações de Gustavo Fruet, ainda de acordo com dirigentes pedetistas, seria a falta de dinheiro para a campanha.

Portanto, o debate da Band pode ter como novidade a presença do deputado Goura.

MDB ainda sem candidato em Curitiba

Embora o ex-deputado João Arruda (MDB), sobrinho do ex-senador Roberto Requião (MDB), se declare pré-candidato a prefeito de Curitiba, ainda não há uma confirmação nem do partido nem do pré-candidato sobre a participação no debate daqui 25 dias.

O MDB vive um dilema familiar, pois a legenda está dividida na capital entre Arruda e o deputado estadual Requião Filho (MDB). Eles são primos, mas, por ora, estão brigados.

A cisão, no entanto, poderá ser interrompida com um possível adversário externo que já entrou no aquecimento: o deputado federal Sérgio Souza (MDB). Por ter mandato, ele reivindica nacionalmente o mando da agremiação no Paraná.

PT já decidiu por Paulo Opuszka

O professor de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Paulo Opuszka, é o pré-candidato do PT à Prefeitura de Curitiba. Ele, a exemplo de Ney Leprevost, já confirmou presença no debate da Band TV.

Paulo Opuszka é secretário-geral licenciado da APUFPR (Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná). Sua candidatura surgiu no campo majoritário do PT e une lideranças petistas como Gleisi Hoffmann, Enio Verri e Zeca Dirceu.

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Lula: A Folha dos Covardes

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou artigo neste domingo (23) sobre o editorial da Folha de São Paulo que compara o presidente Jair Bolsonaro com Dilma Roussef. O editorial “Jair Rousseff” causou a indignação dos petistas em todo o país e repercutiu nas redes sociais.

Segundo Lula, o texto é uma ofensa à presidenta Dilma Rousseff: “A presidenta Dilma já deu ao infame editorial a resposta indignada que se espera de uma pessoa mais do que injustamente ofendida. Expôs a verdade dos números e dos fatos sobre seu governo. Pôs a nu as mentiras da Folha neste e em outros episódios que deveriam envergonhar os donos de qualquer jornal”, escreveu Lula.

Leia a íntegra do artigo de Lula:

O editorial da Folha de S. Paulo de sábado (22) é uma ofensa à presidenta Dilma Rousseff, uma agressão à verdade histórica e um desrespeito, mais um, aos leitores do jornal e à sociedade brasileira.

Dilma Rousseff, uma pessoa honesta e dedicada ao Brasil, foi vítima de uma campanha de mentiras e seu governo foi alvo de uma sabotagem articulada por setores inconformados com o resultado das urnas de 2014.

A Folha teve papel decisivo naquela articulação, colocando-se mais uma vez a serviço do que há de pior em nosso país: a ganância dos extremamente ricos numa sociedade desigual e injusta, a intolerância dos poderosos diante de qualquer projeto de transformação desta sociedade.

A presidenta Dilma já deu ao infame editorial a resposta indignada que se espera de uma pessoa mais do que injustamente ofendida. Expôs a verdade dos números e dos fatos sobre seu governo. Pôs a nu as mentiras da Folha neste e em outros episódios que deveriam envergonhar os donos de qualquer jornal.

Quero acrescentar minha solidariedade e meu protesto contra a maneira covarde e machista com que a Folha sempre tratou Dilma Rousseff, porque não há outras palavras para definir o comportamento do jornal diante da primeira mulher eleita pelo povo brasileiro para presidir este país.

Participei de todas as eleições presidenciais no Brasil desde 1989 e posso afirmar que nenhum outro candidato sofreu igual perseguição e preconceito por parte da Folha, como aconteceu com Dilma Rousseff.

Diante de uma candidata que lutou contra a ditadura, a Folha publicou uma ficha falsa do DOPS e chegou a inventar um atentado contra um ministro para criminalizar, no presente, a resistência corajosa da jovem Dilma num passado em que o jornal apoiava os torturadores em seus textos e até materialmente.

A Folha que insistiu na mentira sobre uma jovem militante dos anos 1970 é a mesma que, nas eleições de 2018, tratou como irrelevante o passado de um candidato que, assim como o jornal, apoiou os torturadores. Um candidato que confessou ter tramado um atentado terrorista no centro do Rio de Janeiro quando o Brasil já vivia a redemocratização que ele nunca aceitou.