Deputada bolsonarista que relacionou a pedofilia aos LGBTs terá que se explicar ao MPF

A deputada bolsonarista Chris Tonietto (PSL-RJ) é do tipo que mistura religião com política e quer impor suas crenças e “valores” aos outros. Ela é contra o aborto, mesmo em caso de estupro ou de doenças irreversíveis.

Ela também é contra a pedofilia, que é um crime, aliás. Só que Tonietto passa dos limites quando relaciona o crime da pedofilia com a diversidade sexual e o estudo da “ideologia de gênero”.

Pois o Ministério Público Federal identificou uma possível conduta ilegal da deputada nesta postagem a seguir feita por ela no Facebook:

“As recentes notícias acerca de investigações policiais sobre casos de pedofilia levam-nos a refletir novamente a respeito da disseminação desta conduta criminosa e abominável na sociedade brasileira ao longo das últimas décadas.

Fruto da erotização generalizada promovida pelos setores progressistas da cultura desde a “liberação sexual” da década de 1960, a pedofilia está relacionada mais especificamente com a chamada “teoria de gênero” e sua aplicação nos ambientes escolares.

Defendida explicitamente por alguns expoentes do movimento LGBT, a pedofilia está sendo visivelmente introduzida no País como fator de dissolução da confiança nas relações familiares e corrupção moral de toda uma geração de crianças expostas a uma erotização abominável desde a mais tenra infância.

Combateremos sem cessar a disseminação da pedofilia no Brasil e as ideologias nefastas que a sustentam!”

O próprio MPF cita que,“conforme estudos, na maioria dos casos de violência sexual infanto-juvenil notificados no Brasil, o agressor é um familiar ou pessoa integrante do ambiente doméstico onde ocorre a violência.”

Ou seja, não há nenhuma evidência que suporte a ideia de que a opção sexual homo-afetiva ou a condição de transexual tenha alguma relação intrínseca com a pedofilia. Muito pelo contrário.

Muito menos o ensino de educação sexual nas escolas e o respeito à diversidade sexual, que a extrema-direta costuma chamar de ideologia de gênero tem ligação ou incentiva a pedofilia. Novamente é o contrário.

Crianças que tenham uma educação sexual apropriada e sadia terão mais condições de se proteger, identificar e denunciar os abusos.

Fora disse, voltaremos sempre ao “kit gay” e à “mamadeira de piroca” que ajudaram a eleger Bolsonaro e seu exército obscurantista raivoso.

Leia a íntegra da representação do MPF