Brasil bate recorde com 67.860 novos casos de Covid-19 em 24 horas

Publicado em 22 julho, 2020

O balanço do ministério da Saúde publicado no início da noite desta quarta-feira (22) aponta que o Brasil bateu o recorde de novos casos com 67.860 registros de Covid-19 nas últimas 24 horas.

O recorde anterior era de 54.771 casos novos registrados em 19 de junho. O novo recorde é alarmante; pois indica que a pandemia não se estabilizou e pode continuar a crescer.

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Confira os números divulgados pelo ministério da Saúde:

  • 1.284 óbitos registrados nas últimas 24 horas;
  • 67.860 casos confirmados nas últimas 24 horas;
  • 82.771 mortes desde o começo da pandemia;
  • 2.227.514 casos confirmados desde o começo da pandemia;
  • 1.532.138 pacientes recuperados.

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Bolsonaro precisa se cuidar, um presidente da República já morreu numa pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou positivo pela terceira vez para Covid-19. Essa informação traz à memória o caso de Rodrigues Alves, o mandatário brasileiro que morreu em 1919 numa pandemia.

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O então presidente Rodrigues Alves contraiu a gripe espanhola, que assolava o país no período, e morreu no dia 16 de janeiro de 1919. Ele havia sido reeleito, mas não teve tempo para iniciar o segundo mandato.

“O presidente Jair Bolsonaro segue em boa evolução de saúde, sendo acompanhado pela equipe médica da Presidência da República. O teste realizado pelo presidente no dia de ontem, 21, apresentou resultado positivo”, comunicou o Palácio do Planalto.

Diferente do colunista da Folha, Helio Schwartsman, que disse torcer pela morte do presidente Bolsonaro. Eu torço para Bolsonaro viva para pagar pelo genocídio em curso.

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Além do presidente Bolsonaro, também torço pela saúde do ministro da Economia, Paulo Guedes, bem como dos presidentes da Câmara e do Senado.

Esses senhores, a serviço da banca financeira, estão conduzindo o “rebanho” para o abatedouro.

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT), dia desses advertiu sobre o fato de Bolsonaro tomar vermífugo para combater o coronavírus: “Isso pode matá-lo”.

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O presidente Jair Bolsonaro, negacionista militante, tem receitado a cloroquina para enfrentar a pandemia.

Segundo a OMS, esses medicamentos exóticos têm levado muita gente para o caixão.

Eu torço pela saúde de Bolsonaro e dos asseclas do mercado financeiro.

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Bolsonaro e a perpetuação do atraso

O líder do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PT-PR), em artigo especial, defende o cancelamento do resultados das eleições de 2018 e a convocação de novo pleito presidencial.

Verri acusa o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de agir como inimigo de trabalhadores rurais, da agricultura familiar, e por isso pede nova eleição.

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“Fora, Bolsonaro. Viva a agricultura familiar”, grita o parlamentar petista.

Bolsonaro e a perpetuação do atraso

Enio Verri*

A questão agrária brasileira é cruenta e muito injusta. Desde as capitanias hereditárias, os códigos legais, manuseados eminentemente pela classe dominante, perpetuam um latifúndio ostentoso e improdutivo. Eles são eternizados pelas duras garantias da lei e da ordem, com muito sangue, invariavelmente do lado dos que produzem mais de 70% dos alimentos que vão à mesa do latifundiário, inclusive. Haja vista o sacrossanto direito fundamental à propriedade, estabelecido no artigo 5º da Constituição Cidadã, de 1988, ainda que o País seja uma referência mundial em injustiça, onde a concentração fundiária é uma histórica e indecente dívida da República que, desde que implantada sob o primeiro golpe de Estado brasileiro, ainda não realizou a reforma agrária.

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Os agricultores foram abandonados por Bolsonaro e Paulo Guedes, quando a comercialização dos produtos agropecuários da agricultura familiar sofreu uma queda vertiginosa, deixando-os sem condições de honrar compromissos de crédito e manter regulado o abastecimento de alimentos. Foi necessário que a bancada do Partido dos Trabalhadores chamasse a atenção do governo, por meio do PL 735/20, que garante o auxílio emergencial, acesso a financiamento e garantia de escoamento da produção diária, que não há como parar. As famílias habilitadas vão receber cumulativamente os R$ 600, pelos cinco meses de descaso do governo. As famílias monoparentais, tendo como referência adulta um homem ou uma mulher, receberão o valor em dobro.

A Lei foi batizada de Assis Carvalho. Uma singela e justa homenagem ao humanista companheiro quem sempre esteve à frente da luta pelo acesso democrático à terra e pela valorização da agricultura familiar. Além do auxílio direto, o projeto prevê a suspensão, por um ano, de parcelas de dívidas contraídas no âmbito dos programas de aquisição de alimento e de financiamentos diretos com instituições bancárias. A medida é minimamente justa, uma vez que os produtores estão sem condições de honrar compromisso feito quando havia uma previsibilidade de pagamento. Outro ponto importante da lei é a autorização de financiamento de projetos para as famílias agricultoras, amparados numa Assistência Técnica de Extensão Rural – ATER, que tenham por objetivo prospectar água. Uma medida estratégica para manter constante a produção de alimentos. Uma lei que faz um mínimo de justiça aos trabalhadores.

*Enio Verri é economista e professor aposentado do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e está deputado federal e líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados.