Símbolo de racismo, Marinha dos EUA vai banir bandeira dos Confederados

A Marinha dos Estados Unidos vai banir a bandeira dos Estados Confederados de espaços públicos em navios, aeronaves, bases e unidades militares.

A bandeira foi utilizada pelos estados do Sul durante a Guerra Civil. A bandeira dos “Estados Confederados” é um símbolo de ódio racial, opressão e de um capítulo sombrio da história norte-americana. É utilizada em manifestações e eventos por grupos racistas, neonazistas e da extrema-direita norte-americana.

Em um comunicado, a Marinha disse que o chefe de operações navais, almirante Mike Gilday, já havia instruído sua equipe a começar a redigir uma ordem que proibiria a bandeira “de todos os espaços públicos e áreas de trabalho a bordo de instalações, navios, aeronaves e submarinos”.

Segundo o texto: “A ordem visa garantir a coesão da unidade, preservar a boa ordem e a disciplina e defender os principais valores de honra, coragem e comprometimento da Marinha”.

LEIA TAMBÉM:

[Ao vivo]: Lula e Jean Wyllys fazem live do Fora Bolsonaro

Por 69 votos a 0, Alerj abre processo de impeachment contra Witzel

PT apresenta novo pré-candidato à Prefeitura de Curitiba; assista

A decisão da Marinha acontece em meio aos protestos provocados pelo assassinato de George Floyd em uma criminosa abordagem policial na cidade de Minneapolis, o que desatou uma onde protestos em todo o país contra o racismo.

Em diversos países do mundo estátuas e monumentos de personagens do período colonial e da escravidão estão sendo retiradas ou derrubadas, como aconteceu em várias cidades da Bélgica com a remoção de bustos do rei Leopoldo II, responsável pelo genocídio no “Congo Belga” (ex-Zaire), atual República Democrática do Congo.