Fim do Mais Médicos levará à morte 100 mil pessoas, denunciam deputados

Publicado em 4 junho, 2019
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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) poderá ser equiparado aos maiores genocidas mundias, a julgar pelos estudos da Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com colaboração de pesquisadores da Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, e do Imperial College, de Londres, Inglaterra. De acordo com os pesquisadores, 100 mil pessoas poderão morrer até 2030 em consequência do fim do Programa Mais Médicos.

O resultado dos estudos das três instituições foram reverberadas no Brasil pelos deputados federais Alexandre Padilha (PT-SP) e Zé Neto (PT-BA). Eles apresentaram nesta terça-feira (4), na Câmara dos Deputados, requerimento de informação (RIC 675/2019) em que cobram do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, explicações sobre o fim do Programa Mais Médicos e a consequente dizimação de pobres em consequência da descontinuidade do programa pelo governo Bolsonaro.

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Os estudos apontam que o Brasil poderá registrar, até 2030, 100 mil mortes que são consideradas evitáveis se não houver a paralisação do programa Mais Médicos e do congelamento dos gastos federais na atenção básica de saúde no país, com o teto de gastos. O estudo mostra que um impacto maior nos municípios mais pobres, afetando sobretudo a população negra.

Desmonte

“O desmonte do Mais Médicos no Brasil e sua paralisação têm gerado uma desassistência sem precedentes, com impacto direto na atenção básica e com consequências em toda a área de saúde”, disse Zé Neto. Ele ressaltou que essa degradação ocorre sobretudo no que se refere a atendimentos de alta especialidade, que, em muitos casos, poderiam ser apenas doenças controláveis com medicamentos e acompanhamentos laboratoriais.

“Vamos nos aprofundar em busca de mais informações e cobrar incessantemente as providências do atual governo, que age de forma criminosa, quando se esquece dos reflexos que estão ocorrendo em função de suas atitudes, que buscam destruir o que já estava construído por questões ideológicas ou políticas”, disse Zé Neto.

O deputado Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, foi quem criou o Programa Mais Médicos, considerado um dos projetos mais audaciosos para a cobertura equitativa e universal da atenção primária à saúde em todo o mundo.

Os dois deputados pediram também informações do ministro da Saúde sobre medidas que serão tomadas para cobrir as vagas de médicos que desistiram de atuar no programa, prejudicando milhões de brasileiros que vivem em situação de alta vulnerabilidade.

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