6 de fevereiro de 2019
por Esmael Morais
Comentários desativados em Bolsonaro vai encerrar programa Mais Médicos, afirma El País

Bolsonaro vai encerrar programa Mais Médicos, afirma El País

O governo Bolsonaro vai encerrar o programa Mais Médicos. A informação teria sido confirmada por Mayra Pinheiro, que cuida do programa no ministério da Saúde. ... 

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7 de janeiro de 2019
por Esmael Morais
Comentários desativados em Ministério da Saúde apela aos médicos cubanos que ficaram no Brasil e propõe ‘novo Revalida’

Ministério da Saúde apela aos médicos cubanos que ficaram no Brasil e propõe ‘novo Revalida’


O Ministério da Saúde, do governo Bolsonaro, iniciou um operação de busca para localizar os médicos cubanos que ficaram no Brasil, após o anúncio do fim do programa Mais Médicos. Uma das medidas em estudo pelo governo é a criação de um “novo Revalida”, a medida conta com apoio da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, responsável pelo desmonte do programa Mais Médicos no governo de Bolsonaro, é a célebre pediatra cearense que vaiou e xingou os médicos cubanos.

Mayra tem feito apelos insistentes e até carinhosos para os “colegas” e irmãos” cubanos para que se apresentem e participem do programa reformulado. Segundo informou, a ideia é transformar o atual programa Mais Médicos em um programa chamado Mais Saúde, adicionando outros profissionais além do médico nas vagas hoje custeadas pelo governo federal.

Mayra, agora, apela desesperadamente para os médicos cubanos na tentativa de preencher as mais de 30% de vagas abertas e não ocupadas pelos médicos brasileiros. Leia mais

17 de dezembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Mais Médicos: 3 mil não comparecem para trabalhar e deixam população sem assistência médica

Mais Médicos: 3 mil não comparecem para trabalhar e deixam população sem assistência médica


Dos 8.411 inscritos no edital do programa Mais Médicos, aberto em função do rompimento da parceria entre Brasil, Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e governo de Cuba por conta de ameaças de Jair Bolsonaro, 2.520 profissionais não compareceram nem iniciaram as atividades nas cidades até as 17 horas de sexta-feira (14). O número corresponde a cerca de 30% das vagas, o que deixará milhares de pessoas sem nenhum tipo de assistência médica em todo o país.

Outras 106 vagas do edital nem chegaram a ter interessados — a maioria em distritos sanitários indígenas, justamente onde os cubanos atuavam de maneira mais presente. Os dados são do ministério da Saúde, que acabou prorrogando o prazo de comparecimento para essa terça (18) e prorrogou o prazo para inscrições de médicos formados no exterior sem revalida para o domingo (16)

Além do desfalque no programa, ocasionado pela política hostil e ideológica de Bolsonaro, que ameaça todos que não estão alinhados com sua visão de mundo, a saída dos Cubanos também ocasionou uma saída de médicos da Saúde da Família.

Cerca de 2.800 profissionais, quase 40% dos inscritos, abandonaram postos de trabalho no SUS para se tornarem bolsistas do Mais Médicos, segundo informação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O conselho realizou o levantamento utilizando dados do Ministério da Saúde, com base em uma relação que listava 7.271 profissionais alocados (de um total de 8,3 mil inscritos confirmados) pelo novo edital, cruzando dados com a lista dos profissionais já em atuação no país disponível no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

“Em vez de somar profissionais, esse novo edital está trocando o problema de lugar. Se o médico sai de um serviço do SUS para atender em outro, o município de origem fica desassistido, principalmente no Norte e Nordeste”, afirmou o presidente do Conasems, Mauro Junqueira, em entrevista ao G1.

O motivo para a migração está no salário pago pelo Mais Médicos, de R$ 11.800, mais benefícios como ajuda de custo, que varia de R$ 1.000 a R$ 3.000 por profissional.

Além das vagas que ficaram em aberto, também gera preocupação os altos índices de desistência entre brasileiros no programa. Entre 2013 e 2017, mais da metade (54%) dos profissionais do país deixaram seu posto de trabalho em até 1 ano e meio.

*Com informações do site do PT e Agências Leia mais

7 de dezembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Governo dispensa exigência do Revalida no ‘Mais Médicos’

Governo dispensa exigência do Revalida no ‘Mais Médicos’

O governo golpista de Temer dispensou a necessidade da exigência do Exame Revalida para os médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior. Uma das peças do discurso de Bolsonaro contra os cubanos, o Revalida foi abandonado como critério para o ingresso no programa Mais Médicos.  A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (7).

O exame é exigido para médicos brasileiros formados no exterior que queiram exercer a medicina no Brasil. A saída dos profissionais cubanos deixa um buraco de 8.517 vagas em milhares de municípios e mais de 300 comunidades indígenas. De acordo com o Ministério da Saúde menos da metade desses médicos (3.949) já se apresentaram para trabalhar até agora, e muitos tem escolhido as regiões metropolitanas e cidades com facilidade de acesso.

A decisão desmoraliza os argumentos e a campanha contra os médicos cubanos do presidente eleito Jair Bolsonaro e de seus apoiadores.

A não reposição de médicos no interior do país, com a saída dos cubanos, pode gerar uma grave crise na saúde pública, principalmente na ocorrência de mais casos de mortalidade infantil nas regiões mais pobres.

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30 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Mais Médicos: Estudo da OPAS aponta para risco de aumento da mortalidade infantil

Mais Médicos: Estudo da OPAS aponta para risco de aumento da mortalidade infantil


Estudo encomendado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) sobre o impacto do Mais Médicos estima que o País poderia ter 37 mil mortes adicionais de crianças menores de cinco anos até 2030 com o fim do programa e a lacuna deixada pela saída dos médicos cubanos. As afirmações foram feitas durante a apresentação do Relatório “30 anos de SUS – SUS para 2030?”.

Apresentado pelo coordenador do Mais Médicos da OPAS, Gabriel Vivas, o trabalho foi encomendando no ano passado, antes, portanto, do anúncio do fim da cooperação entre Brasil e Cuba. O estudo teve como ponto de partida os ganhos nos indicadores de saúde alcançados na saúde do País desde a implantação do programa, em 2013. No primeiro ano, observou, a cobertura no programa saúde da família passou de 59,6% para 66,9%. Em 2017, 70% da população tinha acesso ao serviços.

Até o rompimento do governo cubano com o programa, o Mais Médicos contava 8.556 profissionais recrutados pelo acordo de cooperação. Isso representava 51,21% da força de trabalho.

o relatório mostra que dos municípios que tiveram um aumento de mais de 15% nos médicos em atuação por causa do programa, houve uma redução de internações de 8,3%, passados dois anos da iniciativa. No terceiro ano, a redução foi de 13,6%.

*Com informações da OPAS/Broadcast Leia mais

27 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Mais Médicos: Apenas 224 se apresentaram para ocupar lugar dos cubanos

Mais Médicos: Apenas 224 se apresentaram para ocupar lugar dos cubanos


Relatório do Ministério da Saúde aponta que apenas 224 médicos selecionados no edital do programa Mais Médicos se apresentaram em 118 municípios onde deverão prestar atendimento à população. A maior parte dos médicos alocados está em São Paulo e Minas Gerais. Apesar disso, o governo divulgou que 97,2% das vagas do programa foram ocupadas.

Segundo o Ministério da Saúde, os 224 médicos já estão efetivamente trabalhando. Ainda não há informação se todos os profissionais são brasileiros, mas todos eles têm registro CRM ou passaram por aprovação do Revalida. Eles estão distribuídos em 19 estados e no Distrito Federal e representam 2,6% dos 8.517 profissionais que podem ser selecionados pelo edital.

Os 118 municípios representam 4% da lista de 2.824 cidades com vagas disponíveis no último edital do programa. Os Estados que já receberam o maior número de médicos até agora foram São Paulo e Minas, com 42 cada um, seguidos por Espírito Santo (27) e Paraná (15).

Segundo o Conselho Federal de Medicina, o Brasil registra mais de 450 mil médicos. Entretanto, a ida de médicos para regiões remotas do país e às periferias das capitais e regiões metropolitanas enfrenta forte resistência dos profissionais da Saúde. Leia mais

19 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Monica Iozzi fala sobre entrevista que fez com um cubano do Mais Médicos; assista

Monica Iozzi fala sobre entrevista que fez com um cubano do Mais Médicos; assista

A atriz e apresentadora de TV Monica Iozzi publicou um vídeo lamentando a saída dos médicos cubanos do programa mais médicos.

Ela falou sobre uma matéria que fez ainda pela TV Bandeirantes, em 2013. A equipe da TV foi para o interior do Tocantins e entrevistou um médico cubano chamado Angel.

Confira o relato de Monica:

Veja matéria original da TV Bandeirantes. A entrevista a que Monica se refere é a segunda.

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19 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Prefeitos pressionam Temer pela permanência dos cubanos no Mais Médicos

Prefeitos pressionam Temer pela permanência dos cubanos no Mais Médicos


O Encontro dos Municípios Brasileiros – “Avanços da Pauta Municipalista”, que começa nesta tarde de segunda-feira(19) na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), em Brasília, discutirá alternativas para a permanência dos médicos cubanos no Programa Mais Médicos. Prefeitos e secretários municipais estarão na capital federal para reuniões e contatos com autoridades governamentais. Os prefeitos terão um encontro com Michel Temer.

A Confederação Nacional dos Municípios(CNM), na semana passada, divulgou nota em que demonstrou preocupação com a saída dos profissionais cubanos do programa. Segundo a nota de sexta-feira (16), foi feito um apelo ao Ministério da Saúde e à Presidência da República para novas medidas sejam apresentadas até sexta-feira (23).

A entidade protocolou ofício na Embaixada de Cuba solicitando a permanência dos profissionais cubanos até o fim do ano, bem como a abertura de negociação com a confederação e o governo brasileiro para que busquem alternativas para garantir o atendimento à população brasileira.

De acordo com a nota do CNM, entre os 1.575 municípios que têm somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. O receio é que a ausência dos profissionais de Cuba leve à desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas.

*Com informações da Agência Brasil Leia mais

16 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Defensoria Pública da União pede à Justiça manutenção das regras atuais do Mais Médicos

Defensoria Pública da União pede à Justiça manutenção das regras atuais do Mais Médicos


A Defensoria Pública da União (DPU) formalizou nesta sexta-feira (16) um pedido à Justiça Federal de Brasília que determine à União a manutenção das atuais regras do programa Mais Médicos. A DPU pede que os profissionais estrangeiros não precisem ser submetidos ao Revalida, segundo informou o portal G1.

“Indica-se como pedido principal, nos termos do art. 303 do CPC/2015, seja determinada à União a manutenção das atuais regras do programa ‘Mais Médicos’ para a participação de médicos estrangeiros de qualquer nacionalidade, condicionando quaisquer alterações, especialmente no tocante a desnecessidade de submissão ao Revalida, à realização de prévio estudo de impacto e comprovação da eficácia imediata das medidas compensatórias que assegurem a plena continuidade do serviços, como medida de Justiça”, relata o documento da DPU.

Conforme a Defensoria, os profissionais cubanos representam mais da metade dos médicos do programa e, por isso, a rescisão “repentina” dos contratos impactará negativamente, deixando 29 milhões de pessoas em um “cenário desastroso” em pelo menos 3.243 municípios. Leia mais

15 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em “Política externa de Saúde feita por Twitter ameaça extinguir Mais Médicos”, diz Dilma

“Política externa de Saúde feita por Twitter ameaça extinguir Mais Médicos”, diz Dilma


A presidenta legítima Dilma Rousseff (PT), que criou o Programa Mais Médicos em 2013, classificou a decisão do presidente eleito de “unilateral e desrespeitosa, ao criticar por twitter os termos do convênio assinado no meu governo, e renovado, sem modificações, até pelo governo Temer”.

Segundo a presidenta, “as consequências do rompimento estabanado dos termos do convênio, em reiteradas manifestações pelo Twitter do futuro presidente do País, são gravíssimas. Dezenas de milhões de brasileiros deverão ficar sem os cuidados básicos na área de saúde, em todo território nacional”, assinalou.

Leia a seguir a íntegra da nota de Dilma Rousseff, divulgada nesta quinta-feira(15), sobre a destruição do Mais Médicos. Ela elencou também os êxitos do programa, que atendeu com eficiência milhões de brasileiros.

Política externa de saúde feita por Twitter ameaça extinguir o programa Mais Médicos

Dilma Rousseff

O fim do Convênio entre o governo de Cuba e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), sob o qual era garantida a participação dos médicos cubanos no “Programa Mais Médicos”, deve-se a declarações intempestivas do presidente eleito Jair Bolsonaro, que ignora a dimensão diplomática que cerca a relação entre países. Em especial, ofende a exigência de respeito aos convênios legalmente firmados, bem como à civilidade necessária aos acordos de cooperação entre nações.

O Convênio que está sendo extinto trata da cooperação tripartite – entre Brasil, OPAS e Cuba – na qual a OPAS garante ao Brasil, nos termos e nas condições previamente negociadas com Cuba, médicos com o objetivo de melhorar a cobertura da atenção básica de saúde à população brasileira. Para nossa gente mais humilde, a extinção do programa será uma perda irreparável a curto e médio prazos. Criado durante o meu governo, ofereceu até 2016 atendimento médico a 63 milhões de brasileiros e brasileiras, muitos dos quais jamais haviam tido acesso a um profissional de saúde. Na verdade, 700 municípios do país não tinham um médico sequer para atender à população local.

As consequências do rompimento estabanado dos termos do convênio, em reiteradas manifestações pelo twitter do futuro presidente do País, são gravíssimas. Dezenas de milhões de brasileiros deverão ficar sem os cuidados básicos na área de saúde, em todo o território nacional.

A decisão do presidente eleito foi unilateral e desrespeitosa, ao criticar por twitter os termos do convênio assinado no meu governo, e renovado, sem modificações, até pelo governo Temer. Dispensaram, por absoluta soberba, as posturas diplomáticas requeridas na relação entre países. O grave é, portanto, que tudo isso ocorreu sem consulta aos signatários do acordo – a OPAS e o ministério da Saúde de Cuba. As manifestações levianas e autoritárias podem mesmo afastar também médicos de outros países que participam minoritariamente do Programa Mais Médicos.

Numa agressiva demonstração de indiferença às cláusulas estabelecidas sob a supervisão da OPAS, o presidente eleito anunciou que vai impor aos participantes estrangeiros do Mais Médicos contratos individuais, realização de exames de teste de conhecimento e validação de diplomas, pagamento direto, desconsiderando a garantia de salário integral dada aos médicos pelo governo cubano. Parecia desconhecer que, pelo convênio, a OPAS, instituição supranacional, contratava os médicos coletivamente junto ao ministério cubano e garantia sua qualificação junto ao Ministério de Saúde de Cuba. Sem dúvida, a exigência de submeter os médicos estrangeiros a um exame no Brasil só poderia ser vista como um gesto depreciativo, xenófobo e arrogante, cometido contra os profissionais de saúde de países estrangeiros. Mesmo porque o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação supervisionavam o trabalho de todos os médicos e faziam avaliações de desempenho.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Minas Gerais, por solicitação do meu governo, mostrou que 95% da população aprovava o trabalho dos médicos que integram o programa, sem distinção de nacionalidade, e 90% dos usuários deram nota de 8 a 10 ao Mais Médicos.

Em abril de 2016, o programa tinha 18.240 médicos, a maioria oriundos de Cuba, graças ao convênio entre o governo brasileiro e a OPAS. Os médicos cubanos foram essenciais para preencher as vagas do programa. Logo na chamada inicial, os médicos brasileiros não se candidataram em número suficiente; depois, abriu-se o programa para médicos da América Latina; e, finalmente, como ainda não haviam sido ocupadas sequer metade das vagas, firmou-se com a OPAS um convênio para a convocação de médicos cubanos, porque Cuba é um dos países do mundo que tem a mais alta relação entre médicos e população – 6,7 profissionais para cada grupo de 1.000 habitantes – e uma reconhecida experiência e competência em cooperação internacional na área de saúde.

Lembremos que em 2013 o Brasil possuía apenas 1,8 médicos por mil habitantes. Menos que o México, o Uruguai e a Argentina. No ritmo de formação universitária existente naquele ano, a meta de chegar a 2,7 médicos por mil habitantes só seria alcançada em 2035. Essa foi a razão pela qual o programa Mais Médicos, além de espalhar profissionais pelas periferias das grandes cidades, pelos departamentos de saúde indígenas, pelo interior do país e pelos pequenos municípios, previa a criação de novas faculdades de medicina. Infelizmente, esta iniciativa foi suspensa pelo governo golpista de Temer.

O gesto depreciativo de Bolsonaro contra os médicos cubanos e demais médicos estrangeiros em atividade no programa é um atentado contra a população brasileira, que vai deixar de ter acesso a valorosos e competentes profissionais na atenção básica à população mais pobre de nosso Brasil. É, ainda, uma atitude autoritária, que revela despreparo, porque rompe unilateralmente um convênio assinado com uma organização de saúde respeitada e credenciada internacionalmente. E, por fim, demonstra que o presidente eleito não tem noção do que significa cooperação internacional na área de saúde, colocando seus preconceitos à frente do interesse da população e rompendo, por Twitter, convênio cuidadosamente negociado entre países e uma organização multilateral..

A população brasileira foi beneficiada pela generosa competência dos médicos cubanos, a quem o governo do Brasil devia reconhecer sua fraterna solidariedade. A eles rendo minha homenagem e meu agradecimento. O trabalho destes profissionais dedicados e generosos fará falta aos brasileiros. Leia mais

14 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Prefeitos alertam para “irreparáveis prejuízos” com a saída dos cubanos do Mais Médicos

Prefeitos alertam para “irreparáveis prejuízos” com a saída dos cubanos do Mais Médicos


A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram nota alertando para os “irreparáveis prejuízos” causados pela saída dos cubanos do programa Mais Médicos. Os prefeitos enfatizaram que as perdas maiores serão para os mais pobres e pedem que o futuro governo reveja posição e mantenha, em caráter emergencial, as atuais condições.

Os prefeitos e os secretários de saúde de todo o Brasil registram que os 8.500 cubanos representam mais da metade dos médicos do programa e atendem a cerca de 29 milhões de brasileiros. Atualmente, quase 80% das cidades do país só possuem médicos do programa, ou seja, a decisão criminosa de Bolsonaro causará um forte impacto no atendimento de saúde em todas as regiões do país. O Programa Mais Médicos conta com aprovação de 85% dos usuários, para quem a assistência em saúde melhorou depois que o programa foi criado. Leia a íntegra da nota:

Nota sobre o programa Mais Médicos e a saída dos profissionais cubanos do país

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) lamentam a interrupção da cooperação técnica entre a organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo de Cuba, que possibilitava o trabalho de cerca de 8.500 médicos no Programa Mais Médicos. Com a decisão do Ministério da Saúde de Cuba, anunciada nesta quarta-feira, 14, de rescindir a parceria, mais de 29 milhões de brasileiros serão desassistidos.

Os cubanos representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa. Por isso, a rescisão repentina desses contratos aponta para um cenário desastroso em, pelo menos, 3.243 municípios. Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos da população indígena é feito por profissionais de Cuba.

Além disso, o Mais Médicos é amplamente aprovado pelos usuários, 85% afirma que a assistência em saúde melhorou com o programa. Nos municípios, também é possível verificar maior permanência desses profissionais nas equipes de saúde da família e sua fixação na localidade onde estão inseridos.

Cabe destacar que o programa é uma conquista dos municípios brasileiros em resposta à campanha “Cadê o Médico?”, liderada pela FNP, em 2013. Na ocasião, prefeitas e prefeitos evidenciaram a dificuldade de contratar e fixar profissionais no interior do país e na periferia das grandes cidades.

Com a missão de trabalhar na atenção primária e na prevenção de doenças, a interrupção abrupta da cooperação com o governo de Cuba impactará negativamente no sistema de saúde, aumentando as demandas por atendimentos nas redes de média e alta complexidade, além de agravar as desigualdades regionais.

Para o g100, grupo de cidades populosas, com alta vulnerabilidade socioeconômica, a situação é ainda mais devastadora. Com o objetivo de reduzir a carência por serviços de atenção básica nessas cidades, o g100 é utilizado como critério para priorizar o recebimento desses profissionais.
Diante disso, a FNP e o Conasems alertam o Governo recém-eleito para os iminentes e irreparáveis prejuízos à saúde da população, inclusive para a parcela que não é atendida pelo Mais Médicos.

Sendo assim, a FNP e o Conasems pedem a revisão do posicionamento do novo Governo, que sinalizou mudanças drásticas nas regras do programa, o que foi determinante para a decisão do governo de Cuba. Em caráter emergencial, sugerem a manutenção das condições atuais de contratação, repactuadas em 2016, pelo governo Michel Temer, e confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal, em 2017.

O cancelamento abrupto dos contratos em vigor representará perda cruel para toda a população, especialmente para os mais pobres. Não podemos abrir mão do princípio constitucional da universalização do direito à saúde, nem compactuar com esse retrocesso.

Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) Leia mais

14 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Nas redes sociais, Bolsonaro é criticado pela saída dos cubanos do ‘Mais Médicos’

Nas redes sociais, Bolsonaro é criticado pela saída dos cubanos do ‘Mais Médicos’


Nas redes sociais, o presidente eleito, Jair Bolsonaro(PSL), é fortemente criticado depois do anúncio do governo cubano, nesta quarta-feira(14), de retirar os quase nove mil médicos que integram o Programa Mais Médicos no Brasil. O assunto é um dos mais comentados no Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp. É o mais impactante desgaste na imagem de Bolsonaro depois da eleição.

O governo golpista de Temer fez um anúncio nesta tarde que fará novo edital do programa para a convocação de médicos.

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14 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Bolsonaro foi ao STF em 2013 contra o Mais Médicos

Bolsonaro foi ao STF em 2013 contra o Mais Médicos

A bronca do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) com o programa Mais Médicos é antiga. Quando ele ainda era deputado federal do PP, protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da medida provisória (MP) editada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) que criou o programa.

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14 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Fim do Mais Médicos repercute no meio político

Fim do Mais Médicos repercute no meio político

A decisão do governo de Cubano de deixar de participar do programa Mais Médicos anunciado nesta quarta-feira (14), que aconteceu após o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmar que mudaria os termos do acordo de colaboração, teve grande repercussão no Brasil.

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Nos cinco anos de Mais Médicos, cerca de 20 mil profissionais cubanos atenderam a mais de 100 milhões de pacientes brasileiros, com aprovação de cerca de 95% da população. Mais de 700 municípios brasileiros tiveram nos cubanos o atendimento médico pela primeira vez.

Várias lideranças políticas se manifestaram no Twitter sobre o fim do Mais Médicos.

O ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), afirmou ser um “triste dia para a saúde brasileira”

“Triste dia para a saúde brasileira. Depois de inúmeras declarações preconceituosas por parte do presidente eleito, o Ministério da Saúde de Cuba declara sua retirada do Programa Mais Médicos que chegou a mais de 60 milhões de brasileiros”, lamentou o ex-ministro.

Para Manuela D’avila (PCdoB), que foi candidata a vice-presidente na chapa do petista Fernando Haddad, o fim do programa é a “primeira tragédia” do governo Bolsonaro.

“O fim da participação dos médicos cubanos no Mais Médicos é uma primeira tragédia da ideologização e da loucura persecutória contra a esquerda que está em curso em nosso país”, afirmou Manuela.

O candidato do Psol derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais, Guilherme Boulos, classificou as declarações der Bolsonaro como ”irresponsáveis” e afirmou que “quem vai pagar o preço é o povo pobre”.

“Após declarações irresponsáveis de Bolsonaro, Cuba anunciou hoje o retorno dos médicos que atuam no Brasil. Cada vez que abre a boca, o presidente eleito causa um incidente internacional. Desta vez quem vai pagar o preço é o povo mais pobre que se beneficiou com o Mais Médicos”, previu o líder do MTST.

A senadora e presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, declarou que “ficou triste pelo povo brasileiro”.

“Os médicos cubanos ñ participarão + do Mais Médicos. Fiquei triste pelo povo brasileiro q é tão bem assistido por eles. Vi esse programa nascer e ajudei a implementá-lo. Mas entendo as razões: o desrespeito, ameaças e violência c/ q Bolsonaro trata Cuba ñ lhes deixam em segurança”, criticou a dirigente do PT.

Bolsonaro, por outro lado, tentou justificar o porquê de ter agido contra o programa Mais Médicos e, por consequência, contra os interesses do povo brasileiro.

“Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, alegou o presidente eleito.

Triste dia para a saúde brasileira.
Depois de inúmeras declarações preconceituosas por parte do presidente eleito, o Ministério da Saúde de Cuba declara sua retirada do Programa Mais Médicos que chegou a mais de 60 milhões de brasileiros. https://t.co/LTrEBW0huW ... 

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14 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Com a saída de cubanos, mais de 24 milhões de brasileiros ficarão sem atendimento médico

Com a saída de cubanos, mais de 24 milhões de brasileiros ficarão sem atendimento médico


As declarações desastrosas e carregadas de preconceitos ideológicos do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) levaram o governo cubano anunciar nesta quarta-feira(14) a saída do Programa Mais Médicos do Brasil, uma parceria intermediada pela OPAS – Organização Pan Americana de Saúde, que garantia atenção básica de saúde para mais de 24 milhões de brasileiros, principalmente no interior e áreas remotas do país.

Segundo a avaliação de Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, o fim do Programa Mais Médicos pode deixar 24 milhões de brasileiros sem médicos. Ele disse também que esse número é preliminar e que tudo vai depender da agilidade do Ministério da Saúde em realizar um edital para repor as vagas abertas com a saída dos médicos cubanos.

*Com informações de O Globo Leia mais