Polícia Federal agora mira Marconi Perillo

A bola da vez, ou o ex-governador tucano da vez, é Marconi Perillo de Goiás. A Polícia Federal amanheceu nesta sexta (28) fazendo buscas nos endereços de Perillo. Só não foi pedida a prisão preventiva dele por causa da legislação eleitoral.

Marconi Perillo é candidato a senador por Goiás. O coordenador de campanha do atual governador e candidato à reeleição, José Eliton, foi preso. Com ele foram apreendidos maços de dinheiro.

A operação da PF foi batizada de “cash delivery” (dinheiro em domicílio). A suspeita é de pagamento de propinas a Perillo para favorecer a empreiteira Odebrecht.

Afora as suspeitas e denúncias, o que causa estranheza é a proximidade eleitoral dessa e de mais uma série de operações do Ministério Público e Justiça Federal contra políticos, especialmente tucanos.

A prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB) foi emblemática nesse sentido. Os candidatos à Presidência Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) também foram alvos de denúncias do MP no período eleitoral.

O corregedor nacional do MP pediu a apuração das condutas de promotores nas ações em relação aos presidenciáveis.

Reinaldo Azambuja (PSDB), governador de Mato Grosso do Sul, também de operação da PF há duas semanas.

Parece setores do poder Judiciário tentam interferir no resultado das eleições, extrapolando a sua função e seu papel no pacto federativo.

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