Fachin, do MST a ‘sex symbol’ da extrema-direita

Como pode o ministro Edson Fachin, em poucos meses, se transformar em um ser tão reacionário? Esta é uma das perguntas que se faz no histórico prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, local que ele lecionou na cadeira de Direito Civil.

A estranheza da transmutação de Fachin também foi externalizada com um discurso da senadora Gleisi Hoffmann. Da tribuna do Senado, esta semana, ela questionou: “Por que o ministro Fachin, que conheci das lutas populares, ao lado dos movimentos populares, do MST, fez discurso para Dilma, age assim agora? Basta ser do PT para ser contra. Quais pressões e chantagens recebe?”

O ministro do STF, quando era progressista, no início dos anos 2000, advogou pro bono (gratuitamente) até para a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), acerca da disputa de um terreno que pertence à entidade no bairro do Juvevê, na capital paranaense.

Subitamente, após ser nomeado para o Supremo, Edson Fachin esqueceu as origens progressistas e as ligações com os movimentos sociais para se tornar uma espécie de ‘sex symbol’ da odiosa extrema-direita brasileira. É o mesmo grupo que adora o presidenciável Jair Bolsonaro, é contra os gays, pretos e pobres, defende a escola sem partido e a pena de morte, enfim, apoia-se nas teses moralistas para esconder sua perversidade.

No STF, ao lado de Cármen Lúcia, a Carminha, Fachin faz o jogo que interessa muito à Globo e ao PSDB, qual seja, privar Lula da liberdade e da disputa presidencial de outubro.

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