Por Esmael Morais

Carlos Marun, relator da CPMI da JBS, ‘afrouxou o garrão’ para a lava jato

Publicado em 14/12/2017

Viúva Porcina, ops, Marun, não acatou relatório parcial do deputado Wadih Damous (PT-RJ) que pedia a investigação do advogado Carlos Zucolotto, padrinho de casamento do juiz Sérgio Moro, e dos procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima, Roberto Pozzobom e Júlio Noronha, todos eles da força-tarefa da lava jato.

Com base no depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran, na CPMI da JBS, Damous queria investigar a suposta venda de delações premiadas no âmbito da lava jato. De acordo com a denúncia do ex-advogado da Odebrecht, trata-se de um negócio milionário da “panela de Curitiba”.

Sem quórum na sessão desta quinta-feira (14), a CPMI da JBS aprovou simbolicamente o relatório final que pede a investigação do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Marun, a nossa Viúva Porcina, disse que continua “convicto” de que o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se utilizou do seu cargo para tentar depor o presidente da República, mas, disse o relator da CPMI, “concordo que são necessárias maiores investigações para que fique absolutamente provada a materialidade desse crime”.

Resumo da ópera sobre a CPMI da JBS: Carlos Marun ‘afrouxou o garrão’, como dizem os gaúchos.

Quanto à nomeação de Viúva Porcina, ops, Carlos Marun, foi adiada novamente em virtude do prolongamento da internação de Michel Temer (PMDB) em São Paulo. O presidente ficará internato no Hospital Sírio-Libanês até amanhã, dia 15.